SEGURO

Senado Federal aprova novo DPVAT com 41 votos a favor

Proposta de iniciativa do Governo Federal recria cobrança de seguro extinta em 2021. A proposta também aumenta em R$ 15,7 bilhões o limite para as despesas da União.

Lucas dos Santos
09/05/2024 às 13:38.
Atualizado em 09/05/2024 às 13:38

Imagem Ilustrativa (Foto: Freepik)

O Senado Federal aprovou, por 41 votos a favor e 28 contrários, o projeto de lei complementar 233/2023, de iniciativa do Governo Federal, que cria o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), que funcionará de forma semelhante ao antigo Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT). A proposta também aumenta em R$ 15,7 bilhões o limite para as despesas da União.

O projeto foi aprovado nessa terça-feira (7) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sendo enviado ao plenário do Senado em regime de urgência sob a relatoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na casa. Segundo Wagner, o valor do seguro “deve ser entre R$ 50 e R$ 60 por ano para ajudar aqueles que não conseguem um seguro privado”.

O projeto agora vai à sanção do presidente Lula (PT), que deve vetar um dispositivo incluído por deputados federais que cria uma multa de trânsito para quem atrasar o SPVAT.

Na bancada do Amazonas, os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) votaram favoravelmente à criação do SPVAT, enquanto o senador Plínio Valério (PSDB) foi contrário. Durante as discussões do projeto na CCJ, o senador tucano chamou a recriação do seguro de “extorsão”.

“É um retrocesso trazer [de volta] o DPVAT, seguro obrigatório que vai para uma espécie de consórcio, que vai gerir. O governo volta a querer ser o pai da população, obrigando a uma coisa que a população não quer. Um dia, e rezo para que esse dia chegue, espero que a gente vote a alguma coisa relacionada a corte de gastos”, disse.

O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o SPVAT é uma forma de aumentar impostos. Segundo ele, o seguro é na verdade um tipo de imposto, já que é obrigatório.

“O governo pretende aumentar seus gastos em detrimento das finanças brasileiras. Isso implode a economia e aqueles que o governo quer proteger serão as vítimas”, declarou ao pedir voto contra o projeto.

Eduardo Braga, por outro lado, defendeu a aprovação com o argumento de que a saúde pública necessitava de mais recursos ao encaminhar o voto favorável do MDB ao projeto.

“O MDB encaminha o voto ‘sim’ em defesa de recursos para a saúde. Não há dúvida de que a saúde pública neste país necessita de recursos, e nós estamos tratando de um seguro que é absolutamente necessário para a compensação, muitas vezes, do próprio Sistema Único de Saúde”, disse.

Como funcionará

Pelas novas regras, o pagamento será obrigatório para quem tiver carro ou moto e será um dos requisitos para que os condutores obtenham o licenciamento do veículo, bem como transferência de proprietário e baixa no registro. O recurso pode ser pago individualmente ou com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) se os estados realizarem convênio com a Caixa Econômica Federal.

Os recursos do SPVAT serão usados para cobrir indenizações por morte ou invalidez de vítimas de acidentes de trânsito, assim como reembolso de despesas hospitalares – desde médicos a tratamentos – caso não estejam disponíveis via SUS, além de despesas funerárias e de reabilitação.

As indenizações serão dadas tanto às vítimas de acidentes quanto a companheiros e herdeiros em caso de morte, em até 30 dias.

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