As bolsas e auxílios acadêmicos serão reajustados para R$ 700 a partir de maio. Outras demandas como o recapeamento da estrada que leva até a instituição e o reforço na segurança já estão no radar da gestão
O reitor da Ufam, Sylvio Puga, ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana (Foto: Divulgação)
Após ter uma recomposição orçamentária de 33,64%, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) já se prepara para anunciar o reajuste das bolsas e auxílios acadêmicos para R$ 700 a partir de maio.
Outras demandas como o recapeamento da estrada que leva até a instituição e o reforço na segurança já estão no radar da gestão. Nesta quarta-feira (19), o governo federal anunciou R$ 2,44 bilhões para compor o orçamento das universidades e institutos federais.
“É um grande e importante passo para que nós possamos avançar cada vez mais na busca para manter a instituição firme e fortalecida na graduação, pós-graduação e extensão”, afirmou para A CRÍTICA o reitor da universidade, Sylvio Mário Puga.
Com a nova recomposição de R$ 38,1 milhões, a instituição deverá ficar com R$ 151,6 milhões em caixa. Anteriormente, o valor aprovado para a Ufam na Lei Orçamentária Anual (LOA) para este ano era de R$ 113,5 milhões.
Segundo o reitor, além do reajuste de bolsas e auxílios acadêmicos, medida que também vem sendo tomada por outras universidades do país, a Ufam irá destinar verba para recapear toda a estrada que liga a instituição à avenida General Rodrigo Otávio, no bairro Coroado. A via se deteriorou nos últimos anos e viu abrir uma série de buracos em diferentes trechos – um reflexo da redução orçamentária sofrida pela instituição.
Outra demanda de estudantes e professores, a segurança do campus também deverá ser reforçada. “Os problemas que estavam parados, nós vamos atacar. No caso da segurança, nossa ideia é repactuar os contratos com ampliação de postos de segurança. Vamos investir também na segurança eletrônica”, afirmou o reitor à reportagem.
Dos R$ 38,1 milhões para a Ufam, a maior parte (R$ 33,4 milhões) é para garantir a manutenção da instituição, como o pagamento de contratos e serviços de água e energia. Dentro desse valor, estão também recomposição de R$ 610,3 mil para o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e R$ 59,7 mil para o Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes), voltado a receber estudantes estrangeiros.
Há também R$ 4 milhões para novos investimentos que incluem a já citada ampliação de segurança, mas também para o avanço de obras em andamento nos campis. “Nossas obras tiveram reforço no caixa, é importante dizer. Reforçamos os contratos”, pontuou Sylvio Puga.
A recuperação orçamentária era uma das demandas de universidades e institutos federais, que tiveram seu orçamento fatiado ao longo dos últimos anos, especialmente em 2022, último ano de gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Somente a Ufam perdeu R$ 13,5 milhões no ano passado.