gavião em risco

‘Agora não tem psicologia, não tem choro’, define Roger para o último jogo do Manaus na Série C 2023

Contra o Figueirense fora de casa, o Gavião do Norte só depende de si para permanecer na Série C

Daniel Prestes
21/08/2023 às 19:41.
Atualizado em 21/08/2023 às 19:41

Roger Silva completou seu quarto jogo a frente do Manaus (Foto: Ismael Monteiro / Manaus FC)

O Manaus entrou na semana mais decisiva de seus 10 anos de história. Após uma temporada recheada de fracassos, onde ficou nas quartas de finais do Barezão, foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil e da Copa Verde, o Gavião do Norte terá contra o Figueirense (SC), no próximo sábado (26), às 15h (de Manaus), no estádio Orlando Scarpelli, a chance de terminar o ano com o ‘título’ de consolação que é garantindo a sua permanência na Série C de 2024. 

Para isso, o Manaus precisa vencer os donos da casa para garantir seu quinto ano na Terceirona. Em caso de empate ou derrota, o clube esmeraldino terminará 2023 com um rebaixamento para a Série D de 2024. Com 19 pontos, o Gavião do Norte está na zona de rebaixamento, um ponto a menos do que o Floresta (CE), primeiro fora da zona e que empatou com o próprio representante amazonense na última rodada. O Figueirense tem 21 pontos e está na 15ª posição. 

O técnico Roger Silva, que completou seu quarto jogo à frente do Manaus no empate sem gols contra o Floresta, definiu a atual situação do clube.

“Agora não tem psicologia, não tem choro, não tem nada, a gente precisa vencer. Nós nos colocamos nessa situação, o jogo contra o Floresta era vencível e a responsabilidade é toda nossa. A gente tinha que ter feito o dever de casa, conseguimos ser soberanos nas ações, então agora não tem lamentação e achar culpado. Agora é se fechar um pouco mais, entender que temos possibilidade de vencer lá, eu consegui isso com o Pouso Alegre e conquistamos uma grande vitória”, afirmou Roger.

Mesmo com os poucos jogos no comando esmeraldino, Roger aproveita para pedir desculpas ao torcedor, lamentou chances perdidas, mas garante que o clube ainda não jogou a toalha.

“Em muitas jogadas de quatro contra dois, três contra dois, a gente acaba tomando uma decisão errada e aí culmina em tudo isso. Eu também peço perdão ao nosso torcedor, faço parte disso, aceitei este desafio porque via e vejo material humano que nos permite tirar o Manaus dessa situação e enquanto tiver oportunidade iremos lutar”, disse o treinador.

Em 30 jogos em 2023, o Manaus venceu apenas nove vezes, tendo oito empates e 13 derrotas, um aproveitamento de 30%. Na Série C, este aproveitamento é um pouco menor, caindo para 27,8%, com cinco vitórias em 18 partidas. Roger tentou apresentar seu diagnóstico sobre o clube pelo pouco tempo em que estar com os atletas.

“Eu não consigo falar de todo o ano, mas eu consigo falar do período em que eu estou aqui. Eu encontrei o psicológico um pouco abalado, a confiança estava um pouco minada e eu vejo que a nossa chegada trouxe um pouco da autoestima. É difícil, o time não joga mal, a gente cria oportunidades, domina o adversário, mas no futebol se predomina com a bola entrando, assim se vence jogos”, concluiu.

Segunda-feira de folga

Para os atletas que atuaram mais de 45 minutos no empate contra o Floresta, o clube deu folga e todos se reapresentam amanhã visando o duelo definitivo contra o Figueirense. Para quem fez menos de 45 minutos o trabalho aconteceu na academia. O Manaus terminou a temporada 2023 em jogos como mandante com apenas três vitórias, somando quatro empates e duas derrotas.

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