Conheça a história dessa equipe do bairro da União que une amizade ao amor pelo futebol, e tem feito bonito no Peladão
(Foto: Nilton Ricardo)
A origem do Ghana Futebol Clube é o Bairro da 'União', nome que revela a síntese do time: uma equipe de amigos, que se reúne para jogar bola, desde o seu início, quinze anos atrás, até hoje. Como diz o presidente do Ghana, Thaylison Alves, "o futebol não é só entre as quatro linhas, é tudo ao redor, a família, os amigos, organização, compromisso, tudo".
Assim, colocando a amizade como base do time, o Ghana FC participa do Peladão e de outros campeonatos amadores dos bairros da União, Parque 10, Santos Dumont, com o objetivo primeiro de "reunir os amigos", explica Thaylison. Mas nada impede o time de chegar longe nas disputas, tanto é que tem no histórico um vice-campeonato no Paralelo das Rainhas, do Peladão.
"Todo mundo aqui é amigo, a gente se conhece, joga bola, a gente convida, conversa, combina e vem para jogar o futebol. E, com isso, a gente sempre tem aquela opção de ter um futebol, vamos lá jogar o futebol", explica.
A maior parte do time é do Bairro da União mesmo, descrito por Thaylison como um lugar "bem sociável e bacana para jogar bola". O time se reúne em torno de uma vez a cada duas semanas para treinar no campo do CSU do Parque 10, devido à rotina de trabalho e estudos dos jogadores, e, assim, mantém não só o preparo físico para os jogos do Peladão, mas também a amizade. "A gente vem jogar, traz a família, tem segurança. É muito bom jogar aqui (no CSU), entre amigos", destaca.
O presidente admite que a equipe não faz investimentos nem nada disso para o Peladão, como algumas equipes fazem e, com simplicidade, vivem o campeonato na sua essência.
"Todo mundo dá seu jeito de vir, a gente se ajuda no que pode, um vai fortalecendo o outro, mas temos sim rivalidade com equipes que investem, até porque são onze contra onze. É dentro de campo que se resolve, não é fora", disse Thaylison.
Mas, para ele, o legal do Peladão é justamente a diversão, "é algo que movimenta a sociedade, movimenta o esporte, dá uma nova opção, uma nova oportunidade para sair de beira de esquina, de companhias erradas, para ir jogar bola", resume.
Artilheiro nas horas vagas
O artilheiro Moisés Leal, autor dos três gols do time na última partida, está no Ghana FC há 12 anos e é chamado pelo presidente Thaylison de 'maestro e coração da equipe', e, de fato, supera adversidades para fazer a diferença com a bola nos pés.
(Foto: Nilton Ricardo)
O jogador participa do Peladão desde o início do Ghana FC, quando ainda era adolescente. Hoje, aos 30 anos, ele é casado, pai de quatro filhos, evangélico, e disse que o futebol, além de tudo, ajuda-o a levar a palavra de Deus ao seu time.
Mas o jogador conta que precisa fazer um esforço grande para estar presente nas partidas, porque, além de querer dar mais atenção à família, ele trabalha na empresa de ônibus Via Verde e precisa conciliar o horário de trabalho no terceiro turno, das 22h às 6h da manhã, com os jogos.
"Muitas das vezes o horário é um pouco apertado e muitas das vezes eu não durmo, porque se eu dormir, eu perco os jogos. E mesmo assim, sendo cansativo, eu vou para o jogo, dou o meu melhor e agradeço muito a toda a nossa equipe, a cada jogador e ao nosso presidente, porque graças a todos eles, temos feito grandes jogos", relata.
Em 2025, ele vem se destacando no Peladão e pretende seguir assim. "Já somo seis gols na competição neste ano, pretendo fazer mais ainda e, principalmente, levar o Gana ao objetivo maior que é chegar entre os primeiros e ser campeão desse campeonato", disse Moisés.