No Ismael Benigno. Ítalo e Pardal marcaram para o Robô; Brenno e Kesley, para o Gavião. No fim do jogo, jogadores e comissões técnicas se desentenderam
Manauara saiu na frente, Manaus virou, mas o Robô buscou o empate no fim da partida (Márcio Silva)
Uma briga generalizada entre jogadores e comissão técnica de Manauara e Manaus marcou a partida que terminou em empate, durante a tarde deste sábado (28), no Ismael Benigno. Ítalo e Pardal marcaram para o Robô; Brenno e Kesley, para o Gavião.
Com o resultado, o Manauara chega aos 20 pontos e tem a liderança ameaçada pela Tuna Luso-PA, que tem dois pontos a menos. A Tuna joga neste domingo (29). A equipe paraense faz um duelo local contra o Águia de Marabá-PA, às 14h (de Manaus).
Já o Manaus segue na 5ª colocação, com 13, a um ponto do G4, porém o Gavião ainda pode ver a distância aumentar, já que o Independência-AC, que ocupa a quarta colocação, joga neste domingo (29).
Em caso de vitória do time acreano, a diferença aumentaria para quatro pontos. O Independência enfrenta o Trem-AP neste domingo, às 19h30 (de Manaus), na Arena da Floresta, e se o time amapaense vencer, o Manaus cai para sexto.
Na próxima rodada, o Manaus recebe a Tuna Luso na Arena da Amazônia. A partida está marcada para o próximo sábado (5), às 15h30.
Já o Manauara viaja para Marabá, onde enfrenta o Águia no Zinho de Oliveira, às 15h (de Manaus). O jogo acontece no sábado (5).
O clássico da capital, que começou com os nervos aflorados entre os jogadores, terminou em confusão. De acordo com a Federação Amazonense de Futebol (FAF), logo depois que o apito final trilou, Weverson, do Manaus, e Gabriel Félix, do Manauara começaram um bate boca que rapidamente se transformou em uma briga generalizada entre jogadores e comissão técnica das equipes.
O tumulto foi do campo até os corredores do vestiário da colina, a pancadaria foi tamanha que a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) precisou agir.
Jogadores bateram boca após o fim da partida
“A gente tentou dispersar a saída dos times, dividir para irem ao vestiário para evitar qualquer reinício de confusão, vimos que os ânimos estavam exaltados e procuramos intervir dessa maneira para que todos saíssem com segurança”, disse o Tenente Carlos Pequeno.
Depois que o tumulto foi dispersado, os treinadores de ambos os times comentaram a respeito do episódio, foram as únicas declarações a respeito do caso que os clubes emitiram no estádio. Luiz Carlos Winck, técnico do Robô, disse que a equipe tem que buscar manter a tranquilidade.
“Tem que procurar tranquilidade, vivenciar os momentos e não deixar desequilibrar”. Já Renatinho, comandante do Gavião, disse que “existe discussão no mundial, imagine na série D, mas é claro que não estamos incentivando a briga”.
A partida começou com o Manauara dominando o primeiro tempo sobre um Manaus mais recuado para o contra-ataque, as duas equipes tiveram boas chances, mas ninguém marcou na etapa inicial.
Foi apenas no segundo tempo que as redes balançaram, quem começou foi o Robô; Ítalo recebeu a bola de fora da área e mandou uma bomba indefensável para o goleiro Vitor Luiz.
O Gavião respirou fundo e buscou o empate, que veio de um lance de bola parada. Brenno cobrou o escanteio pela direita e Kesley subiu mais alto que a zaga para deixar tudo igual na colina.
Os Esmeraldinos queriam mais e a virada veio com Renanzinho, em um cruzamento certeiro para o Brenno subir de cabeça e botar o Manaus na frente.
Manauara buscou o empate o fim do jogo após sofrer a virada
Já nos acréscimos, o empate reapareceu, dessa vez a favor do time mandante e também em um lance de bola parada. Vitinho cobrou falta e mandou a bola para a área do Manaus, quem ficou com ela foi o Pardal, para superar o arqueiro Victor Luiz e sacramentar o fim do jogo.
O treinador do Manauara celebrou a manutenção do primeiro lugar no Grupo A1.
“Foi uma semana difícil, minha mãe faleceu e eu não estive presente em todos os treinamentos. Ganhamos a nossa classificação para a próxima fase, tivemos o respeito devido para com o Manaus”, comentou Winck.
Já Renatinho, do lado do Gavião, enalteceu a raça que os jogadores tiveram em campo, disse que o ponto conquistado vai ajudar na campanha e lembrou que o campeonato é o mais difícil do país, de acordo com ele, no quesito de desgaste e dificuldade.
“O que mais pesou foi tomar esse gol no final, mas está tudo dentro da normalidade. O que não é normal é perder a partida anterior, para o GAS; série D é briga, luta”.