Futebol

Sábado de decisão na Arena da Amazônia com a final do Peladão

ADT e União Compensa decidem quem fica com o título da categoria Principal do campeonato

Camila Leonel
21/02/2026 às 08:43.
Atualizado em 21/02/2026 às 08:48

O ADT (foto à esq.) chegou à final após eliminar o ACEC/NGC nos pênaltis; O União Compensa (foto à dir.) chegou à final inédita ao despachar o Família Ouro Verde (Paulo Bindá (ADT) e Divulgação (União Compensa))

Os portões da Arena da Amazônia se abrem para a definição dos campeões do Peladão 2025. Serão quatro finais inéditas que colocarão frente a frente times que buscam coroar a temporada peladeira com o título mais emblemático do futebol amador amazonense e, tudo isso, embaladas por comunidades que irão incentivar os representantes de seus respectivos bairros. Os portões abrem a partir das 12h deste sábado, já que a primeira categoria a conhecer o campeão será o Peladinho, às 13h. A entrada é 1kg de alimento não perecível.

Fechando o dia de finais, a categoria Principal, apesar de também ser inédita, terá reencontros tanto para o A.D.T, que reúne dois títulos, quanto para o União Compensa, que chega à sua primeira decisão.

Do lado do time da zona Leste de Manaus, o retorno é à uma final de Peladão após ficar de fora no ano passado. A equipe conquistou os títulos de 2022 e 2023, mas no ano passado acabou caindo nas primeiras fases do ‘perde e sai’ e não venceu o Paralelo das Rainhas. Com o baque na edição de 2024, o time trabalhou, fez ajustes e voltará a pisar na Arena da Amazônia para buscar mais um troféu.

“Voltar à Arena da Amazônia é sempre especial. É um palco grandioso, que representa muito para o futebol da nossa região. Disputar uma final ali motiva ainda mais, porque sabemos da energia que vem das arquibancadas com nossa grande torcida e também um apoio fundamental, a família de nossos atletas, exaltamos também a importância histórica do estádio para a competição”, disse Weslly Carlos, diretor de futebol da equipe.

Para chegar à final deste ano, o ADT trabalhou, teve reforços, mas sempre mantendo a base e a estrutura de trabalho que levou o time ao sucesso em outras edições. Além da campanha invicta, o ADT chega credenciado para a final após eliminar os finalistas da edição passada: o Vila Mamão, nas quartas, e o ACEC/NGC, na semifinal.

“O ADT evoluiu bastante ao longo da competição, ajustamos detalhes táticos, fortalecemos nosso sistema defensivo e ganhamos mais intensidade no meio-campo. Além disso, alguns reforços chegaram para somar qualidade e experiência ao elenco nesta temporada, deixando o grupo ainda mais competitivo, o resultado é notório, haja vista mais uma final. O que permanece é a base sólida do elenco e a confiança da diretoria no trabalho que vem sendo feito. Mantivemos a essência do grupo, o companheirismo e o comprometimento de todos. A diretoria, nosso staff operacional e nossos patrocinadores, continuam dando todo o suporte necessário, o que faz muita diferença em momentos decisivos”, completou Carlos.

Revivendo emoções

Com cinco anos de existência, o União Compensa chega à sua primeira final. O time que leva o nome do bairro onde foi fundado começou durante uma conversa entre amigos em uma barbearia. E com a força da amizade, o time fez uma boa campanha no ano passado, quando caiu nas quartas de final e, nesta edição, superou a melhor campanha ao chegar à decisão. Mas como além de chegar, o objetivo é vencer a final, a preparação segue intensa.

“Nossa equipe já vem se preparando há uns seis, sete meses treinando direto, todas as terças, às vezes até sábado e domingo. Todo mundo está empenhado e a preparação tem sido muito boa”, explica Antony Aguiar, um dos componentes da comissão técnica. Além do preparo, um dos trunfos do time é a manutenção de uma base somada aos reforços.

"Mantivemos a base do ano passado e trouxemos uns seis jogadores que também são do bairro, mas ano passado jogaram em outros times como o Thiago Bigo, que já jogou profissional, o Maxsuel, o Paulinho, que é um menino novo que está vindo agora e creio que é um dos destaques”, explicou.

Mas não é porque o União Compensa chegou à primeira final que a sensação é desconhecida. O próprio Antony, por exemplo, já esteve à beira do campo em uma final. Naquela edição, ele fazia parte da comissão técnica da LDU da Compensa, que foi derrotada por 4 a 2.

“No ano em que a LDU estava na final eu estava na comissão técnica, mas entrei na metade da competição. Agora, no União, foi desde o início. Fizemos uma boa programação, elaboramos bem e está dando certo. Creio muito que o trabalho foi bem desenvolvido e a gente sempre quer vencer, principalmente para quem nós já perdemos, mas a cabeça no lugar que é tudo no tempo de Deus e creio que neste ano vai dar bom”, declarou.

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