VOZ DA EXPERIÊNCIA

Técnico do Central do Coroado fala que pediu leveza ao time antes de final

Mesmo com o favoritismo do outro lado, Cabeça explicou que confiava no 'time se formiguinhas' que tinha em mãos e foi recompensado com o tetra

Camila Leonel
27/03/2022 às 16:41.
Atualizado em 27/03/2022 às 16:47

(Foto: Junio Matos)

O Central do Coroado já era o maior campeão da Categoria Master com os títulos de 2013, 2015 e 2016 e com a conquista deste domingo (27), ampliou ainda mais o domínio na categoria mais experiente do Peladão. O time da zona Leste de Manaus venceu o Amigos da Cidade Nova Coração por 2 a 0 nos pênaltis, após empatar sem gols no tempo normal.

Dominante na década passada, o time do Central passou por uma reformulação após o título de 2016. Se antes o time era repleto de medalhões, a realidade do Central era bem diferente neste ano: a maior parte do time era formada por jogadores da própria comunidade e que estavam disputando o Peladão Master pela primeira vez. Mesmo com um time menos calejado na competição, o técnico Vilmar Cabeça conta que o segredo foi manter a leveza para a grande final.

"Essa é a minha oitava final de Peladão e quando eu saí de casa e fui tomar café, eu dizia que ia entrar com o meu time leve, sem cobrança. É um time de guerreiros, de formiguinhas. A gente faz cota pra comprar material, pra comprar chuteira, um ajuda o outro o outro ajuda o um e eles estão de parabéns, são uns caras que são merecedores", parabenizou o treinador, que salientou a superioridade do outro time, todo como favorito pela quantidade de jogadores experientes, boa parte de ex-profissionais.

"Nós entramos para brigar com um leão. O time dos caras era superior? Era. Mas do momento que começou no jogo, nós mostramos dentro de campo que nós também tínhamos condição de ser campeão e, graças a Deus, deu tudo certo", completou.

Torcida especial

Capitão no último título do Central do Coroado, o volante Guará, conhecido pela carreira no São Raimundo, estava na arquibancada torcendo pelo Central. Durante a entrevista com Cabeça, ele foi parabenizar o companheiro pelo título e expressou o carinho pelo time da comunidade onde ele vive até hoje.

"Tá aqui o meu capitão, o Guará, ele era o capitão no tricampeonato, um jogador que dispensa comentários o meu volante, senti a falta dele hoje em campo, mas os meninos substituíram à altura", elogiou Cabeça, que logo recebeu a resposta do amigo. 

"Eles substituíram muito à altura. Eu participei de três títulos do Central do Coroado, estou muito feliz. Meu coração sempre é Coroado, moro no Coroado, nasci no Coroado e tô muito feliz e agora é comemorar esse tetracampeonato", comemorou.

Campanha

O Central do Coroado disputou sete jogos no Peladão. Venceu cinco, empatou um e perdeu um. Na campanha foram  18 gols marcados e apenas um sofrido lá na primeira rodada, quando foram derrotados pelo Ducentrão, por 1 a 0.

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