Empresário inova com produtos ‘da terra’, lança o Mana's chips e se destaca no ramo de alimentação.
CEO da Brew Manáos, Sidarta Gadelha diz que a proposta da empresa é fazer com que o mundo reconheça as riquezas gastronômicas da Amazônia. (Jeiza Russo)
Durante 16 anos trabalhando como engenheiro no Polo Industrial de Manaus, o empresário Sidarta Gadelha se frustrava com o fato de não conseguir levar, durante suas viagens, alguma iguaria amazônica como ‘lembrança’: ou ele levava bala de cupuaçu e castanha ou algum souvenir. E foi dentro do carro, no trânsito de Manaus, que ele teve a ideia de industrializar de forma saudável algo muito conhecido pelos amazonenses: a bananinha frita.
A ideia nasceu em 2018 e o projeto da Brew Manáos, grupo cujo Sidarta é o CEO, começou a tomar forma no final de 2021, com os snacks Mana’s e Tukanitos. No caso do Mana’s, os chips são 100% saudáveis, produzidos com gordura vegetal e apenas sal do rosa do Himalaia.
O inicio
O Mana’s começou com salgadinhos de macaxeira, banana salgada e cará. Hoje a fábrica já produz mais de 10 tipos de chips, entre eles os de batata doce, banana doce, batata gourmet e algo bem inovador para a culinária: a banana palha. Mas, antes deste crescimento, a empresa passou por um processo de certificação para saber se os produtos seriam bem aceitos no mercado.
“Quando eu via no sinal os vendedores com as bacias, vendendos as bananas nos saquinhos, me perguntava se alguém já tinha tido a ideia de profissionalizar essa produção. Então decidi criar o Mana’s. Começamos no processo de MVP (Minimum Viable Product, que significa produto mínimo viável) e percebemos a viabilidade. Iniciamos este ano a produção numa escala maior. Todas nossas embalagens, por exemplo, são bilíngues, com a tabela nutricional em português e inglês”.
E isso já é um ensaio para que a empresa possa exportar os produtos. Mas antes, o empresário almeja conquistar todo o Estado do Amazonas, a região Norte e o Brasil. “Tudo isso começou quando criei meu primeiro produto, que foi a cerveja artesanal Tucan Brew. Agora estamos indo por processos, subindo as escadas. Somos muito comprometidos e sempre foi meu sonho levar a Amazônia para o resto do mundo”, comenta Sidarta.
Concorrência
O empresário amazonense avalia que o principal diferencial dos produtos produzidos pela Brew Manáos são a qualidade, saudabilidade e o processo totalmente sustentável. “Oferecemos uma experiência de sabores e impacto visual, algo que nos faz sobressair entre os concorrentes, entendendo as necessidades do nosso povo, oferecendo aos nossos clientes valor a vida de cada um”, enfatiza.
O carro chefe da Brew Manáos, o Mana’s chips, conta com 10 tipos de sabores diferentes.
Hoje os snacks podem ser encontrados em mais de 12 redes de supermercados em Manaus e já existem distribuidoras levando para o interior. E o sonho vai além: “Queremos ser a semente de inovação amazônica, transformar os produtos que fazem parte do consumo do dia-a-dia do caboclo amazonense em um produto que seja referência emqualidade”.
Processo sustentável do início ao fim
Os funcionários da Brew Manaós iniciam o dia de trabalho recebendo as frutas (bananas) e tubérculos totalmente in natura, todos produzidos por agricultores familiares de Manaus, Rio Preto da Eva e Caapiranga, municípios do Amazonas. É por intermédio de pastas como a Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), Secretaria de Estado da Produção (Sepror) e Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado Amazonas (Idam) que a empresa consegue comprar os melhores produtos vindo da agricultura familiar.
Após o processo de lavagem, batata doce será fatiada e levada ao tanque de cozimento.
Sidarta explica que a parceria e incentivo por parte do Estado às indústrias amazonenses são primordiais para o crescimento do negócio.
Além disso, a empresa se preocupa com o meio ambiente e busca tornar o processo de fabricação 100% sustentável. “Quando pensamos em elaborar um produto de altíssima qualidade, nos preocupamos não só com a qualidade das nossas matérias-primas, mas também com o processo do início ao fim, inclusive em fazer algo que fosse totalmente sustentável”, relembra Sidarta.
Os produtos passam por processo de cozimento em um tanque de gordura vegetal, que é filtrado diariamente e destinado para empresas especializadas na coleta e descarte correto. Já as cascas dos tubérculos são destinadas para uma indústria que trabalha com adubação para plantas, localizada no mesmo complexo onde a fábrica dos snacks está instalada, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.
Para mais informações, basta acessar as redes sociais da empresa: @manaschips.