Queimadas

Incêndio em comunidade no Iranduba já dura duas semanas e assusta moradores

Os próprios moradores da região estão se unindo na tentativa de apagar o fogo

Arquipo Góes
27/09/2024 às 11:31.
Atualizado em 27/09/2024 às 19:08

(Foto: Divulgação dos moradores da comunidade)

A Comunidade do Cachoeira, no quilômetro 24 da AM-070, no Paricatuba, na região de Iranduba, a 46km de Manaus, está há pelo menos duas semanas sofrendo com incêndios florestais. De acordo com o relato de moradores, o fogo já está chegando próximo às casas, deixando todos assustados.

De acordo com Jaqueline Lins, Presidente da Comunidade de Paricatuba, os moradores estão se unindo para tentar apagar o fogo.

(Foto: Divulgação dos moradores da comunidade)

 “Estamos sofrendo com essa queimada há semanas e até agora não sabemos como ela começa, mas ela se alastra muito rápido, estamos nos unindo para tentar apagar da forma que podemos, além de chamarmos o auxílio do Corpo de Bombeiros”, contou Jaqueline.
O fogo tem se alastrado rapidamente segundo os moradores, principalmente em dias mais quentes, o foco de incêndio fica próximo de alguns flutuantes e algumas casas, pelo menos 100 famílias moram na região, aproximadamente 3 mil pessoas e todas estão sendo afetadas. 

Animais silvestres, como bichos-preguiças, são os que sofrem com a situação, pois o fogo chega muito rápido e ambos não conseguem fugir com rapidez. Dois foram encontrados feridos, um não resistiu e morreu, o outro foi salvo pelos moradores e levado para outro lugar distante das queimadas.

“A gente tá pedindo ajuda das autoridades pois o fogo já perdeu o controle, ele se alastra muito rápido, e não conseguimos controlar, estamos perdendo tudo”, disse uma moradora. 

 Aumento no foco de queimadas

 De 1º de janeiro a 26 de setembro, o Amazonas registrou 21.930 focos de calor, número que é o maior já visto para um ano inteiro desde o início da medição histórica de 1998. O recorde havia sido batido em 2022, quando foram computados 21.217 focos de calor no estado. Os dados são do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

(Foto: Divulgação dos moradores da comunidade)

 O Amazonas está em estado de emergência ambiental por conta das queimadas. O problema também gerou uma onda de fumaça que atinge todas as 62 cidades amazonenses, incluindo a capital Manaus. De acordo com os dados, a qualidade do ar tem se mantido muito ruim ou péssima.

Atuação do Governo Federal

O govero federal prorrogou a permanência de agentes da Força Nacional de Segurança Pública no Amazonas para combater incêndios florestais por 73 dias. A medida assegura a presença dos militares no estado entre 3 de outubro a 14 de dezembro.

Mas esses agentes só estão atuando nos municípios Humaitá, Apuí, Boca do Acre, Lábrea e Novo Aripuanã.

Segundo a portaria publicada do Diário Oficial da União desta sexta-feira (27), os militares atuarão em atividades de defesa civil relacionadas ao meio ambiente e nos serviços de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

Nota CBMAM

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informa que atuou incansavelmente no combate aos focos de incêndio que se estenderam até a quinta-feira (26/09), quando foram debelados todos os focos na região citada.

O CBMAM vem atuando no combate aos incêndios florestais na região da Cachoeira do Castanho, no município de Iranduba, desde o dia 15 de setembro, quando houve o primeiro acionamento para o local.

A partir de então, equipes do 1° Pelotão Destacado Bombeiro Militar de Iranduba (PDBM), juntamente com as equipes da operação Céu Limpo da capital, seguem combatendo os focos de incêndios em diversos trechos do ramal, comunidade e balneário da Cachoeira do Castanho.

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