Editorial

Nova Deli debate regulação da IA em meio a disputa global

Cúpula expõe tensão entre lucro das big techs e responsabilidade social, enquanto Brasil busca ampliar negócios com a Índia

acritica.com
21/02/2026 às 09:04.
Atualizado em 21/02/2026 às 09:04

Especialistas discutiram o futuro da IA (Divulgação)

Os eventos em Nova Deli, Índia, têm impactos diretos em todas as regiões do mundo, tanto para tomada de posição quanto na condição de impedir avanços quanto o uso da Inteligência Artificial. Durante cinco dias representantes governamentais, empresariais e de organizações civis estiveram, até à sexta-feira (20) em debates sobre critérios de regulação da IA.

A Cúpula de Impacto da IA, realizada de 16 a 20 de fevereiro, mostrou a dificuldade de posicionamentos mais objetivos dos governos e dos empresários do setor na formação de um pacto que ofereça margem de segurança e de impacto positivo socialmente para a população mundial.

Setores desse empresariado deixam evidente que a lógica é o lucro a qualquer custo, não contam os danos causados a sociedade, aos jovens e adolescentes, segmentos que unem dois pontos do êxito nessa área, um o público buscado pelas big techs e o outro o elevado interesse desse segmento por experimentações das novidades tecnológicas.

Especialistas, formuladores de políticas públicas e tantos outros debruçaram-se sobre o tema e o futuro da inteligência artificial. Se a IA seguirá solta ou deverá ter critérios que regulamentem esse campo. A velocidade na produção e utilização das IAs é maior que a base de governabilidade mundial, sensível e afeita às vontades dos donos de organizações empresariais que são expressão de poder econômico e político.

Quais protocolos precisam ser revisados a partir do uso da Inteligência Artificial? Como passarão a funcionar? Essas são algumas das questões postas e que exigem boas respostas em tempo curto. As IAs atingem todos os segmentos da vida daí a exigência da construção de pilares que irão delinear a política de uso desse tipo de inteligência.

Outra atividade, em Nova Deli, o Fórum Empresarial Brasil/Índia, reuniu até sábado (21), uma das maiores representações de empresas. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), apontaram que foram inscritos 600 empresários. Na pauta, a expansão comercial entre os dois países. O Brasil apresentou projetos em bioenergia, farmacêuticos, alimentos e IA. A estimativa é que os negócios com a Índia, ultrapassem a 100 bilhões de dólares. Hoje, são 15 bilhões de dólares e o Brasil quer superar o déficit de 1,5 bilhão de dólares nessa conta.

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