Soltura acontece um dia depois de Henrique Velozo ser absolvido da acusação de homicídio; júri decidiu que ele agiu em legítima defesa
Leandro Lo foi atingido na cabeça após desentendimento com Henrique Velozo (Divulgação)
Henrique Otávio Oliveira Veloso, o policial militar acusado de matar o campeão mundial de jiujitsu, Leandro Lo, foi solto do Presídio Militar Romão Gomes neste sábado (15). Ele foi absolvido pelo tribunal do júri pela tese de legítima defesa.
O julgamento de Henrique Velozo começou na quinta-feira (13) e terminou na noite desta sexta (14), no Fórum Criminal da Barra Funda em São Paulo. Os jurados acolheram a tese apresentada pelos advogados do tenente, de que ele agiu em legítima defesa ao matar Lo com um tiro na cabeça.
O advogado de Velozo, Cláudio Dalledone, disse que o lutador foi “infelizmente responsável por essa tragédia”. Dalledone apresentou provas e apontou contradições nos depoimentos apresentados pelas testemunhas. Através das redes sociais, a mãe de Leandro, Fátima Lo, disse que o filho não teve justiça feita.
Henrique Velozo, além de absolvido, continua no quadro de oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Embora tenha sido desligado da corporação, em setembro deste ano, pela decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Justiça o reintegrou através de uma liminar assinada pelo desembargador Ricardo Dip, mês passado.
Leandro Lo foi baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio, Zona Sul de São Paulo, no dia 7 de agosto de 2022. De acordo com o Ministério Público do Estado, a motivação teria sido um desentendimento entre o lutador e o policial. Ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, motivo torpe, emprego de crueldade e traição ou emboscada. Durante a reconstituição do clube, testemunhas contaram que Henrique foi imobilizado por Leandro, mas depois que foi solto atirou e fugiu.