O município é o quinto com a maior quantidade de focos de queimadas no Amazonas, segundo o INPE
(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA/Arquivo)
Os moradores do município, que fica a 696,4 quilômetros de Manaus, acordaram com a qualidade do ar preocupante e potencialmente prejudicial à saúde. O monitoramento de estações reais do aplicativo SELVA indicou que o nível de poluição por partículas respiráveis causadas pela fumaça atingiu o patamar de 212,7 microgramas por metro cúbico, 52,7 acima do qualificado como “péssimo” na escala do SELVA.
(Imagem: APP/Selva)
Humaitá registrou 334 focos de queimadas no intervalo de tempo entre o dia 1º de julho e hoje, 6 de agosto. O total representa 6,1% de todos os 5.507 focos do Amazonas no período e faz com que o município fique em quinto no ranking dos maiores registros, atrás de Manicoré (409); Novo Aripuanã (458); Lábrea (1.134) e Apuí (1.991). Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Governo Federal.
Ainda segundo o órgão, julho fechou com 11.145 focos de queimadas na Amazônia, o maior número desde 2005 e também 93% maior do que o mesmo mês no ano passado. Este cenário, dentro de um recorte geográfico maior, tem impacto muito forte do Amazonas por ter sido o estado que puxou a alta, com 4.457 focos entre 1º de julho e 1º de agosto.
Sul do Amazonas
Humaitá está na região que mais acumula dados de queimadas, o sul do Amazonas. Além da quantidade de queimadas pela análise do Governo Federal, há também os dados de combate aos incêndios pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas dentro da Operação Aceiro com 300 agentes da Força Nacional, brigadistas e bombeiros.
Entre os meses de junho, julho e os quatro primeiros dias de agosto, a força-tarefa combateu 4.276 focos de incêndio. Deste total, 2.427 ocorreram em Boca do Acre, Manicoré e Humaitá.