Conselheiro provocou polêmica após afirmar que últimos titulares da pasta deveriam ser presos, o que inclui o colega Luís Fabian Barbosa
Foto: Arquivo AC
A Secretaria de Estado da Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM) emitiu uma nota de repúdio contra o conselheiro Ari Moutinho Júnior, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que afirmou em sessão nessa segunda-feira (9), sem citar nomes, que os últimos três titulares da pasta deveriam ser presos, o que inclui a atual Arlete Mendonça, e os ex-secretários Kuka Chaves e Luís Fabian Barbosa, que também é conselheiro do TCE.
Na nota, a Seduc-AM afirma que as declarações de Ari Moutinho Júnior são genéricas, infundadas e desconectadas da realidade da gestão educacional do estado, lembrando que todas as contas da pasta apreciadas desde 2019 foram aprovadas pela Corte de Contas, estando pendente apenas a prestação de 2025.
“A secretaria atua com transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e permanece à disposição dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários. No campo educacional, o Amazonas tem avançado com ações voltadas à aprendizagem, formação de professores e acompanhamento pedagógico”, completou.
Nessa segunda, o conselheiro Ari Moutinho Júnior entrou em um embate com o colega Luís Fabian Barbosa após ele advertir municípios que não participaram do lançamento do Programa de Apoio à Melhoria da Qualidade da Educação no Amazonas, o TCE pela Educação, que busca melhorar indicadores municipais e tornar as prefeituras aptas a receber recursos federais.
Na ocasião, Moutinho parabenizou as prefeituras que não se fizeram presentes na solenidade e afirmou que o Amazonas possui “uma educação que investe mal, que tinha que ter, pelo menos, os três últimos secretários presos”.
“A Seduc, todo mundo sabe que ela tem uma mão invisível que lá trabalha, que lá paira, que tem relações de parentesco, promíscuas com fornecedores. Temos uma educação assaltada diariamente. Um cinismo ver aqui um pacto pela educação no estado do Amazonas. Esse pacto pela educação deveria começar com a Polícia Federal dentro da Seduc”, disse.
Luís Fabian Barbosa, na sequência, disse que não perderia seu tempo “respondendo a impropérios” e que existem “autoridades constituídas para investigarem quaisquer que sejam as eventuais denúncias. A declaração ocorreu em meio à interrupções de Ari Moutinho Júnior, que desafiou Barbosa a permitir a quebra de seus sigilos fiscal e telefônico.