Crime ambiental

Após determinação judicial, Ibama libera capivara Filó

Animal foi entregue no final da manhã deste domingo ao influenciador Agenor Tupinambá

waldick Júnior
30/04/2023 às 12:10.
Atualizado em 30/04/2023 às 12:12

Dezenas de pessoas acompanharam o momento em que a capivara Filó deixa o centro de triagem do Ibama (Foto: Junio Matos)

Em cumprimento a uma decisão da Justiça Federal do Amazonas, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) entregou, neste domingo (30), a capivara ‘Filó’ ao influenciador Agenor Tupinambá. A liberação ocorreu após momentos de tensão no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do órgão, onde a capivara estava. 

Agenor e a deputada estadual Joana Darc (UB) estavam desde o início da manhã em frente ao local, para buscar o animal. Segundo decisão do juiz federal Márcio André Lopes Cavalcante, a capivara pode voltar para Autazes (AM), onde morava com o influenciador digital.

“A Filó já está com a gente, no carro, e vamos levar ela imediatamente para o avião, que a gente está com horário. A gente quer agradecer todo mundo, muito obrigada. Infelizmente a gente teve a dificuldade, mas a gente conseguiu resolver depois de quatro horas”, afirmou a parlamentar, em frente ao Cetas. 

Ao longo da manhã a deputada tentou liberar a capivara enquanto era acompanhada por assessores. Ela alegou que o Ibama ofereceu dificuldades à soltura do animal e, em determinado momento, chegou a forçar a retirada da capivara.

Em uma live realizada nas redes sociais, Joana aparece entrando em uma sala do Centro, procurando e encontrando um molho de chave e seguindo para a cela em que estava a ‘Filó’. Impedida por agentes do Ibama de abrir o compartimento, ela tentou empurrar os servidores e pediu que um dos seus assessores fizesse o mesmo.

“Deixa eu falar uma coisa. Eu sou autoridade e vocês têm que cumprir o que eu tô falando”, disse a deputada a dois agentes que faziam a segurança da cela. Sem conseguir abrir a porta, ela jogou a chave em um terreno ao lado do local.

Decisão
A determinação judicial que autorizou a soltura da capivara está baseada em um laudo produzido por quatro médicos veterinários e um biólogo que visitaram o Cetas após a apreensão do animal. Eles foram até o local com a deputada Joana Darc.

De acordo com o juiz, o laudo apresentado pelos especialistas revela condições inadequadas no local em que estava a capivara, como forte odor, larva de insetos em água de banheira para animal, ausência de plano nutricional e terreno inapropriado (com solo coberto por cimento).

O magistrado também autorizou a fiscalização, por parte dos órgãos ambientais, ao local em que a capivara estará. Além disso, por considerar que há outros animais no Cetas, determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal (MPF), “para que sejam tomadas as providências que o caso requer”.

A reportagem pediu um posicionamento do Ibama sobre a entrega do animal, as dificuldades alegadas pela deputada na soltura da capivara e a tentativa da parlamentar de abrir a cela à força, contra os agentes do órgão. Aguardamos retorno.

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