Ele morreu em decorrência de um câncer e estava em Minas Gerais
(Foto: Reprodução / Internet)
Morreu no último domingo (4), o maestro Nivaldo de Oliveira Santiago. Ele morreu por complicações de um câncer e estava em Bom Despacho, em Minas Gerais (MG).
Ele marcou história por dedicar sua vida ao ensino musical.
“A passagem do maestro Nivaldo Santiago é uma perda para a cultura musical de nossa terra. Que Deus neste momento tão delicado seja o sustento dos familiares, amigos e alunos, que foram privados de seus ensinamentos”, afirmou em nota o prefeito de Manaus, David Almeida.
O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Alonso Oliveira, e o presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Tenório Telles, também lamentaram a morte do maestro amazonense e destacaram a sua trajetória profissional baseada no trabalho e no rigor criativo, aspectos que fundaram sua arte e resultaram em reconhecimento e admiração da comunidade acadêmica e dos manauenses.
Vida e obra
Nivaldo Santiago nasceu em 1929, no Amazonas, e graduou-se em piano pela faculdade de Música “Carlos Gomes”, em São Paulo, formou-se em regência e organista em Bolonha, Itália, e dedicou-se ao desenvolvimento do Canto Coral no país, sendo um dos pioneiros na criação de corais em São Paulo, Amazonas e Pará. Foi homenageado em 2009 pela criação do Coral João Gomes Júnior, com a publicação do livro “Nivaldo Santiago: uma Amazônia em música” por seus 80 anos; em 2014 outra homenagem pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), como professor emérito pelo conjunto da obra e atuação pelas artes na região Norte.
Nivaldo foi o responsável pela transformação do Conservatório de Música Joaquim Franco em unidade acadêmica da Universidade do Amazonas, vindo a ser diretor do antigo Instituto de Letras e Artes, hoje Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).