Editorial

A voz das urnas

Cabe a cada cidadão ponderar a respeito das propostas e avaliar que caminho é mais adequado para a cidade, sem perder de vista que, muito do que se promete, vai ficar mesmo só na promessa.

acritica.com
07/10/2024 às 08:12.
Atualizado em 07/10/2024 às 08:17

(Fotos: Jeiza Russo e Daniel Brandão)

Neste domingo, 06 de outubro, as urnas falaram – e, portanto, o povo falou – e definiram quem disputará o segundo turno na disputa pela Prefeitura de Manaus. Veremos, portanto, um embate entre o atual prefeito, David Almeida, e Alberto Neto, contrariando, inclusive, muitas das pesquisas que circularam nos últimos dias, o que comprova o fato de que, a cada eleição, as pesquisas são cada vez menos confiáveis. Cabe aos cidadãos sentirem-se absolutamente livres para escolher em quem votar. Nas próximas semanas, os dois candidatos têm a missão de tentar convencer o povo de Manaus a respeito de suas intenções sobre os rumos da cidade. Da mesma forma, cabe a cada cidadão ponderar a respeito das propostas e avaliar que caminho é mais adequado para a cidade, sem perder de vista que, muito do que se promete, vai ficar mesmo só na promessa.

Esperamos um segundo turno limpo e austero por parte dos candidatos vitoriosos. Que façam uma campanha digna da confiança demonstrada nas urnas pelos eleitores. 
Ontem, infelizmente, a cidade acordou com as ruas emporcalhadas por “santinhos” de candidatos que acreditam nas velhas estratégias de campanha: acreditam que o povo sai de casa para votar sem saber em quem e que vai buscar, no lixo, uma alternativa.

Lamentavelmente, tal prática ainda traz resultados positivos. Tanto que, alguns dos eleitos para o cargo de vereador, estão com os rostos e números estampados no lixo espalhado ontem nas proximidades das sessões eleitorais. Quem os responsabilizará? E pelo quê? 
Está demonstrado que emporcalharam a cidade. Deveriam ser severamente penalizados, com pesadas multas, prisão e a exposição ao opróbrio público. Mas isso tudo, apenas ocorreria em uma utopia. Isso porque, volto a ressaltar, o emporcalhamento das ruas no dia da eleição é uma prática legitimada pela própria população, na medida em que elege os porcalhões. A prática nefasta só cessará quando os eleitores atingirem um nível de consciência muito mais elevado que o atual. Nesse dia hipotético, não haverá nenhuma modalidade de compra de votos, o que também aconteceu largamente ao longo de todo o dia de ontem. O que podemos fazer é esperar pelo distante dia em que tal notícia será motivo de escândalo absurdo. Hoje, não é.

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