Sim e Não

Anúncio enfrenta descrédito

A Associação de Amigos e Defensores da rodovia traduziu o sentimento que circula fora dos gabinetes, classificando de “papo furado” a nova promessa de asfaltamento do trecho que é sinônimo de atoleiro.

André Alves
01/04/2026 às 08:01.
Atualizado em 01/04/2026 às 08:01

(Foto; Arquivo A CRÍTICA)

O anúncio em ano eleitoral sobre a reforma do famoso “trecho do meio” da BR-319 encontrou, desta vez, um público vacinado no AM. A Associação de Amigos e Defensores da rodovia traduziu o sentimento que circula fora dos gabinetes, classificando de “papo furado” a nova promessa de asfaltamento do trecho que é sinônimo de atoleiro. Para a entidade, tudo caminha para um novo embargo judicial, por pendências ambientais. “Estão repetindo o roteiro de sempre para, depois, jogar a culpa na Justiça?”, questiona.

Roteiro -  O sentimento de desconfiança sobre as promessas relacionadas à rodovia tem como pano de fundo o histórico. Isso porque, toda vez que a estrada entra no debate público em período eleitoral, o roteiro se repete: anúncio, expectativa, entraves ambientais, judicialização e, ao final, frustração.

Reação  - Consultado, o senador Eduardo Braga (MDB), membro da bancada federal que mais investiu tempo nas negociações de bastidor para destravar as obras da BR-319, disse que as críticas a respeito da mais recente divulgação feita pelo Ministério dos Transportes são fruto de desinformação.

Blindagem -  Braga afirmou que a reforma da BR anunciada nesta terça-feira (31), cujos editais de licitação serão publicados já em abril, estão enquadrados no novo arcabouço jurídico aprovado pelo Congresso Nacional, endossados, segundo ele, pela própria AGU, além do Dnit e do Ministério dos Transportes.

Garantia  - “Não há nenhuma pendência legal que impeça a licitação”, disse Braga. “Todos os estudos sobre a BR-319 foram realizados, mais de uma vez”, sustentou. Para ele, embora haja questionamentos sobre a técnica a ser aplicada na pavimentação, como “tratamento betuminoso”, o que não é asfaltamento, o importante é que o tráfego na estrada ficará “livre da lama e da poeira”.

Despedida  - O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Corrêa, deixa a função no governo do Estado hoje, para atender o prazo eleitoral de desincompatibilização. Ex-prefeito de Manaus e exdeputado estadual, Serafim agora irá em busca de uma vaga na Câmara Federal.

Alinhamento  - Ontem, em suas redes sociais, Serafim comemorou a confirmação de que Geraldo Alckmin, do PSB, será novamente candidato a vice na chapa presidencial. “O presidente Lula acerta mais uma vez”, disse, sustentando que Alckmin é um “grande parceiro” do Amazonas.

Contrição  - Ao final da coletiva de imprensa que concedeu na Câmara Municipal de Manaus (CMM), quando oficializou a saída do cargo, o agora ex-prefeito David Almeida (Avante) lembrou, após uma cochichada de Renato Junior, de agradecer e pedir perdão à imprensa por excessos.

Memória  - O Ministério Público Federal (MPF) abriu nova frente de apuração sobre violações de direitos humanos ocorridas no Amazonas durante a ditadura militar (1964–1985). O órgão encaminhou ofícios a instituições municipais, estaduais e federais solicitando informações detalhadas, tanto estatísticas quanto nominais, sobre pessoas mortas, torturadas ou desaparecidas no período.

Apuração -  A iniciativa integra um procedimento administrativo voltado à reconstrução e responsabilização de episódios ligados ao regime.

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