Depois de dias de rumores sobre ruptura, Omar Aziz e David Almeida limitaram-se a um cumprimento protocolar.
(Foto: TCE-AM)
A posse da conselheira Yara Lins em mais um mandato à frente do Tribunal de Contas do Estado, nesta segunda-feira (1), reforçou o peso político da Corte num momento em que o órgão ganha poderes extras de fiscalização sobre verbas de emendas e contratos. Nos bastidores, porém, o foco escapou da solenidade e pousou no reencontro gelado entre o senador Omar Aziz (PSD) e o prefeito David Almeida (Avante). Depois de dias de rumores sobre ruptura, os dois limitaram-se a um cumprimento protocolar.
Haverá sinais - Em lados opostos na mesa de autoridades, a posição que eles ocuparam pode ser um prenúncio do que está por vir, e contrasta com a parceria exibida no lançamento do movimento “Amazonas Forte de Novo”.
Rearranjo - Se a distância escancarada continuar, 2026 vai começar com Omar e David redesenhando alianças e cálculos para a disputa pelo comando do estado.
Trégua - Aliás, se o clima era azedo entre o senador e o prefeito, publicamente ficou registrado que Omar fumou o ‘cachimbo da paz’ com a presidente do TCE/AM, Yara Lins, a quem, num passado não tão distante, acusou de improbidade.
Curioso - Nos últimos anos, quando as urnas entram em cena no Amazonas, a conselheira Yara Lins costuma estar sentada na cadeira mais importante do Tribunal de Contas. Foi assim em 2018, na eleição para o Governo do Estado; repetiu em 2024, durante a disputa pela Prefeitura de Manaus; e será novamente em 2026, agora reconduzida para o terceiro mandato, no biênio 2026-2027.
Imagem - Em meio ao confronto na família Bolsonaro, o PL no Amazonas decidiu postar imagem dizendo que “união e força” definem a sigla no estado. Na foto, além da précandidata ao governo, Maria do Carmo Seffair, aparecem Alfredo Nascimento, o deputado federal Alberto Neto, a deputada Débora Menezes, o deputado Cabo Maciel e os vereadores Salazar, Raiff Matos e Coronel Rosses.
Sucessão - Como registrou a imprensa nacional, ontem, a guerra pelo espólio político de Jair Bolsonaro deixou de ser sussurro e virou confronto aberto. De um lado, Michelle, que ocupa palanques e se movimenta para lançar seus próprios nomes pelo país; do outro, Flávio, Carlos e Eduardo, que passaram a criticá-la em público e a disputar, em bloco, o comando do bolsonarismo.
Fissura - A fratura ficou escancarada depois da bronca pública de Michelle contra o diretório do PL no Ceará, por ter alinhado apoio a Ciro Gomes. Em Fortaleza, ela classificou a aliança como “precipitada” e desautorizou o movimento diante da militância.
Fôlego - A economia do Amazonas cresceu 2,56% em setembro e avançou acima da média do país, puxada pela reação da indústria de transformação. No Polo Industrial de Manaus, o faturamento atingiu R$ 20,07 bilhões em setembro, alta de 5,7% sobre agosto e de 9,5% na comparação anual (o terceiro mês seguido de expansão).
Alerta - O sinal amarelo vem do comércio exterior: em outubro, as importações para o PIM recuaram 12%, para US$ 1,1 bilhão, com metade da queda concentrada no transporte aéreo, muito usado por Informática e Eletrônicos.