Fragmentação cria três polos, pressiona alianças e aumenta incerteza no primeiro turno eleitoral
Omar Aziz, David Almeida e Maria do Carmo despontam como principais nomes na disputa pelo Governo do Amazonas em 2026 (Fotos: Reprodução)
A disputa pelo Governo do Amazonas em 2026 avança para um cenário de três polos competitivos, sem hegemonia à vista. A fragmentação de forças aumentou a probabilidade de um primeiro turno mais imprevisível do que o habitual, com margem mínima de erro.
Sem gordura para queimar, cada movimento de Maria do Carmo (PL), David Almeida (Avante) e Omar Aziz (PSD) passa a ter peso decisivo. Nesse ambiente, cresce a pressão sobre os partidos médios, que terão de escolher lado, sob risco de perder relevância.
Como se viu no evento que marcou o início da campanha de David Almeida, o ex-prefeito fez questão de mostrar volume.
Segundo a organização do evento, 15 mil pessoas estiveram no Studio 5, na última terça-feira (31), para manifestar apoio ao projeto de David na eleição 2026.
Aparentemente, a ex-primeira-dama de Manaus, Izabelle Almeida, terá posição de destaque na campanha do marido. Ela vem intensificando aparições nas redes sociais com foco na eleição.
Depois de uma rápida passagem pelo Senado, esta semana, onde pouco tem sido visto, como mostram as suas próprias postagens, o senador Omar Aziz seguirá intensificando a presença no interior. Ele aposta não apenas no apoio de prefeitos e ex-prefeitos, mas também em lideranças comunitárias.
A deputada estadual Alessandra Campêlo (Podemos) já não é tratada somente como uma “aliada” de Omar Aziz. Agora, no entorno do senador, a parlamentar passou a ser avaliada como uma “boa opção” para ocupar a vaga de vice na chapa do pré-candidato ao governo.
Feminista, a deputada tem forte apelo no discurso em defesa das mulheres, pauta que vem dominando as ações dela neste último mandato.
Numa aposta de industrialização da floresta como novo eixo econômico do Amazonas, o governador Wilson Lima (União) assinou o decreto que institui o Plano Estadual de Bioeconomia. A estratégia conecta bioeconomia ao Polo Industrial de Manaus e é uma opção na industrialização de insumos locais para ganhar escala em setores como fármacos e cosméticos.
Com mini usinas no interior, incentivo à produção local e transição energética, o governo tenta reduzir dependência de intermediários e reposicionar o estado como polo de bioindústria. O desafio, como sempre, será sair do papel e chegar ao mercado.
A Agência de Fomento do Estado do Amazonas apresentou crescimento de 14% no patrimônio líquido e reforçou o papel de braço financeiro do Estado na indução da economia. O avanço acompanha a expansão dos ativos, que já superam R$ 313 milhões, puxados sobretudo pelas operações de crédito no interior.
Na prática, a agência ganha musculatura para irrigar pequenos negócios, segmento que sustenta boa parte da atividade econômica fora da capital. O resultado positivo indica ampliação do alcance das políticas de crédito, especialmente via FMPES. Com maior presença no interior e foco em micro e pequenos empreendedores, a estratégia tenta descentralizar o crescimento e reduzir a dependência de poucos polos econômicos.