Elevação de produtos alimentícios, limpeza e os de higiene pessoal promove mais aperto a milhares de famílias que moram em Manaus
Muitos enfrentam dificuldades em conseguir levar comida para casa e em quantidade capaz de atender os membros do núcleo familiar. (Foto: Divulgação)
Os preços dos alimentos no Amazonas permanecem em reajuste. Na capital, onde vivem 53% do total da população do Estado, o movimento de substituição das etiquetas nos produtos tornou-se frequente e o que os consumidores constatam é a elevação dos valores em prazo curtos.
A elevação de parcela de produtos sejam os alimentícios, os de limpeza e os de higiene pessoal promove mais aperto a milhares de famílias que moram em Manaus e há muito enfrentam dificuldades em conseguir levar comida para casa e em quantidade capaz de atender os membros do núcleo familiar.
O número de pessoas que estão sendo forçadas a buscar outras alternativas tanto de alimentos quanto dos demais itens de primeira necessidade só faz crescer. Ao mesmo tempo, a alternativa possível igualmente recebe o impacto dos reajustes nos preços.
Se não é possível comprar em grandes lojas como os supermercados, onde os preços estão mais altos, os mercadinhos de bairro e mesmo as feiras que funcionam como saída aderiram ao reajuste de preço de vários produtos. Outros não conseguem oferecer vários produtos porque estes não chegaram à cidade.
A seca prolongada no Amazonas afetou a produção de pequenos agricultores e, as chuvas intensas e enchentes n sul do país completou o ciclo que promove a alta continua de preços. Em Manaus, o acesso aos alimentos ficou mais difícil às pessoas de baixa renda e a fome ronda muitos lares, em alguns é realidade cotidiana.
Os governos estadual e municipal podem intervir nessa situação e colocar em operação instrumentos efetivamente de apoio a esse contingente de pessoas que não consegue garantir as três alimentações por dia. São nesses momentos que a ação governamental, responsavelmente planejada e executada, consegue oferecer respostas positivos aos que pedem socorro. Tal postura significa prevenir situações de adoecimentos, de mais gastos com medicamentos, internações e de produção de ambientes familiares insalubres.
Os empreendimentos atacadistas e os supermercados deveriam ser convidados pelos governos para organizarem formas de participar reduzindo em determinados dias a margem de lucro com as vendas que fazem. A quantidade de supermercados que existem em Manaus e de redes desse setor mostra como a cidade é uma praça aberta a esse tipo de negócio. É momento de proporcionar algum retorno aos que por ora não podem pagar pelo preço cobrado.