Brasil pode, por exemplo, comemorar o fato de que fechou o primeiro trimestre de 2024 com desemprego de 7,9%. Trata-se do índice mais baixo para esse período desde 2015
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Neste dia 1° de maio, o mercado de trabalho do brasileiro está, mais do que nunca, em pauta. Há motivos para celebrar, como também já para se preocupar. O Brasil pode, por exemplo, comemorar o fato de que fechou o primeiro trimestre de 2024 com desemprego de 7,9%. Trata-se do índice mais baixo para esse período desde 2015, quando 8% dos trabalhadores ativos estavam em busca de vagas. Além disso, a economia vive uma expansão moderada, que é sempre melhor que a estagnação, principalmente, considerando as adversidades do cenário internacional que só piora.
Então, o atual índice de desemprego acaba sendo positivo, certo? Mais ou menos. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, encerrado em dezembro, houve alta de 0,5 ponto percentual na desocupação. O momento atual do desemprego é de oscilação para cima. Claro reflexo de uma economia que ainda patina. Vale ressaltar também que a taxa de informalidade ainda é altíssima: 38,9%. A precarização do trabalho é um fenômeno que avança no Brasil há alguns anos e que foi acelerada pela reforma trabalhista de 2017.
Mas o Amazonas ainda pode comemorar o fato de que a Zona Franca de Manaus continua atraindo investimentos, e gerando empregos. A última reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou aporte de R$ 1,8 bilhão em 55 projetos industriais, que devem empregar mais de mil amazonenses. Ótima notícia, mas sem esquecer que os empregos só virão com a efetiva instalação dos projetos, que têm prazo de três anos para começar a operar. Ter o projeto aprovado não obriga as empresas a efetivar o investimento. E com o atual cenário de incertezas em face da regulamentação da reforma tributária e dos conflitos bélicos que pioram mundo afora, é natural que o investidor segure o freio de mão enquanto puder.
Há sempre, pelo menos, duas formas de ver cada situação. Mas este periódico, que se mantém de mãos dadas com o povo há 75 anos, acredita que neste 1° de maio, o trabalhador amazonense, otimista como é, tem mais motivos para celebrar, mesmo em meio a tantas dificuldades. A quem labora nas fábricas do Distrito, carregando cargas no Porto de Manaus, trabalha nas lojas do Centro ou em qualquer canto da cidade, que todos tenham um ótimo feriado.