Por mais que não queiramos admitir, o fato é que já estamos em meio ao início da terceira guerra mundial.
(Foto: AFP)
É muito triste que, no dia seguinte ao feriado de Corpus Christi, estejamos falando de guerras. Infelizmente, é uma realidade. O confronto direto entre Israel e Irã era uma questão de tempo. E esse tempo acabou.
Por mais que não queiramos admitir, o fato é que já estamos em meio ao início da terceira guerra mundial. É algo assustador. Como se a humanidade não tivesse aprendido nada com as consequências da última grande guerra.
É algo que ninguém gostaria de afirmar, mas, diante da situação atual, não há o que dizer de forma diferente: estamos, sim, à beira do abismo...
Em face da gravidade da situação, o Brasil precisa se posicionar, com o máximo de ponderação possível. A melhor manifestação de vontade, diante da situação atual, é pela neutralidade. O Brasil tem muito a perder caso se posicione favorável ou desfavorável a qualquer das partes na guerra entre Israel e Irã.
O governo brasileiro precisa entender que, qualquer que seja o resultado do conflito, as consequências não serão positivas. O posicionamento do Brasil precisa ser pela paz. Não por Israel nem pelo Irã. Mas pela conversa, pela diplomacia, pelo diálogo.
Sabemos que, no ponto que o conflito alcançou, é muito difícil chegar a um denominador comum, e esse é um dos aspectos fundamentais que precisam ser levados em consideração: o desaparecimento de figuras capazes de fazer a mediação adequada entre as partes beligerantes.
Esse espaço fundamental ainda existe: são figuras capazes de se posicionar minimamente no meio da controvérsia com alguma aura de neutralidade.
Não podemos contar com os Estados Unidos, que já se mostraram pró-guerra, nem com a Rússia, que conta com suprimentos do Irã para manter sua contenda com a Ucrânia. Aliás, esse é um aspecto relevante. A Rússia utiliza armamentos oriundos do Irã para atacar a Ucrânia. Se seu fornecedor priorizar uma guerra interna, Putin terá um problema...
Enfim, a encruzilhada se mantém. E todos somos reféns do imponderável...