EDITORIAL

Os preços dos alimentos e o veto aos consumidores

Para uma parcela da população que costuma utilizar os supermercados como lugar de compra, a constatação é que está difícil ou impossível adquirir os itens da cesta básica por conta do aumento no valor das mercadorias

acritica.com
30/05/2023 às 09:39.
Atualizado em 30/05/2023 às 09:39

(Foto: Agência Brasil)

Os indicadores de redução nos preços de produtos alimentícios em nível nacional não se refletem em Manaus. Ao contrário, alguns itens tiveram seus preços reajustados, como o ovo, o leite, o óleo de cozinha entre outros. Nas lojas de supermercados a sensação é de reajuste nesses preços.

Para uma parcela da população que costuma utilizar os supermercados como lugar de compra, a constatação é que está difícil ou impossível adquirir os itens da cesta básica por conta do aumento no valor das mercadorias. Os consumidores se demoram mais diante das prateleiras fazendo contas para ver o que conseguem levar e, no caixa, tornou-se recorrente deixar vários itens porque não têm poder aquisitivo para finalizar a compra com todos os itens selecionados.

É antiga a sensação de que em Manaus e, de modo geral, em todo o Amazonas, o efeito de redução de preço dos produtos ocorre tardiamente, o que implica a necessidade de os órgãos de fiscalização acompanharem de perto e de forma inteligente esse movimento. Por que a redução do valor da cesta básica demora mais nesta parte do país o que significa, em geral, maior ganho para os empresários do setor, pois, têm mais tempo.

Outro aspecto que deve ser considerado é o governo estadual e os governos municipais, a partir dessa realidade, entrarem em ação fomentando compras da produção local, dos agricultores familiares. Esse manejo favorece os que trabalham com a agricultura e a pesca de subsistência ampliando a clientela, a renda desses grupos e, aos consumidores, acesso a alimentos por preços mais justos. O que significa enfrentar a fome ou a carência alimentar que são realidades em milhares de lares, e contribuir com a saúde física-mental dessas famílias.

Já existe um circuito da feira do produtor em áreas da cidade de Manaus. Precisa ser ampliado e apoiado porque significa incentivar a economia local/estadual nesses atos fundamentais para os que produzem em pequena escala e para os que consomem. A regra estabelecida pelo grande setor comercial é poderosa e escorchante, determinando a vigência de um tipo de seleção que tem raiz na desigualdade. Nesse momento, uma maioria dos consumidores sente o efeito do preço dos alimentos comparado a perda de valor salarial e confirmado na impossibilidade de adquirir alimentos. Os pequenos produtores podem ser uma saída positiva.   

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