Editorial

Um dia para lutar pelo trabalho justo

Neste 1º de maio de 2025, os números mundial/nacional apresentam uma realidade que pede atenção, de acordo com estudiosos da área

acritica.com
01/05/2025 às 08:47.
Atualizado em 01/05/2025 às 08:47

(Foto: Agência Brasil)

Desde 1886, trabalhadores fazem um ato no dia 1º de maio. Àquela época, a luta era pela redução da jornada de trabalho diária de 17 horas para oito horas. As mudanças ocorridas no mundo reenquadraram o mundo do trabalho e, nesse arranjo, funções desapareceram, outras surgiram incluindo novas modalidades e  formatos, a precarização tornou-se realidade na maioria dos países do mundo.

Os avanços tecnológicos criaram e naturalizaram a massa sobrante em contínua  expansão. Neste 1º de maio de 2025, os números mundial/nacional apresentam uma realidade que pede atenção, de acordo com estudiosos da área. 

No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia 30 de abril, apresentam taxa de desocupação de 7,0% no trimestre encerrado em março de 2025, considerada positiva em 0,8 ponto  percentual quando comparada com a do trimestre encerrado em dezembro de 2024. 

A taxa está abaixo dos 7,9% registrados em igual período do na passado. É o menor porcentual de desocupação para o período desde o início da série histórica, posto ocupado anteriormente pelo trimestre encerrado em março de 2014, quando atingiu 7,2%.
A alta da desocupação na comparação trimestral foi puxada pelo aumento no  número de pessoas em busca de trabalho, a chamada população desocupada, que cresceu 13,1% frente ao trimestre  encerrado em dezembro de 2024, um aumento de 891 mil pessoas em busca de trabalho. Apesar da alta, a população desocupada permanece 10,5% abaixo do contingente registrado no mesmo trimestre móvel de 2024 informa a agência EBC.

O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Emprego no Mundo: Tendências para 2025”, aponta que a geração de novos postos de trabalho permanece muito fraca em nível global para que possa vir a ter impacto significativo nos déficits de trabalho decente. No documento, a OIT destaca que os jovens, em alguns países, continuam enfrentando altas taxas de desemprego, em torno de 12,6%, com poucos sinais de melhoria. 

A previsão é que a economia global desacelere, impedindo uma recuperação mais forte do mercado de trabalho. O diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, defendeu uma ação imediata para encarar os desafios do mercado de trabalho e criar um futuro mais justo e sustentável imediata a fim de “evitar a piora da coesão social já tensa, os impactos climáticos crescentes e o aumento da dívida”. As mulheres enfrentam os maiores obstáculos para entrar na força de trabalho em comparação aos homens.

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