Leandro Bezerra da Silva, 32, deixou bilhetes direcionando as ameaças à diretora da instituição e também aos professores. Ele já tem passagens na polícia por roubo e tráfico
(Foto: Divulgação)
Leandro Bezerra da Silva, conhecido como "Camarão", de 32 anos, foi preso na terça-feira (23). Ele estava foragido da polícia há um ano por espalhar terror entre alunos e professores da Escola Estadual Alberto Santos Migueis, na Comunidade Santa Luzia, no município de Careiro da Várzea, a 25 quilômetros de Manaus.
Em abril do ano passado, de acordo com a Polícia Civil, o criminoso foi identificado como o mentor intelectual de ameaças de ataque a uma escola no município de Careiro da Várzea.
Por conta dessas ameaças, Camarão passou a ser investigado pela 35ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), com o apoio do Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise), criado para prevenir todas as formas de violência no ambiente escolar.
De acordo com o titular do DIP, delegado Davi Jordão, Camarão deixou bilhetes direcionando as ameaças à diretora da instituição e também aos professores. Os bilhetes ameaçadores diziam: “Cuidado diretora, dia 4 tá chegando vocês vão se arrepender de graça. Aviso tá dado, até breve”.“Eliana sua hora está chegando XXX DD”.
O caso foi levado ao conhecimento da polícia, que entrou em ação. Na ocasião, conforme o delegado, a presença da polícia impediu o que estavam chamando de "massacre marcado".
No decorrer das investigações, a polícia descobriu um perfil fake nas redes sociais onde o homem reforçava as ameaças contra a escola. Até uma pá com a palavra "morte" escrita nela foi encontrada pela polícia.
De acordo com Jordão, Camarão não era aluno da escola, e agora as investigações buscam descobrir se ele teve ajuda de outras pessoas para colocar os planos em prática.
A prisão foi realizada durante a Operação Protetor das Fronteiras. Camarão foi localizado pela Polícia Militar no município de Careiro, a 88 quilômetros da capital. Ele já tinha passagens por roubo e tráfico e agora ficará à disposição da Justiça.