Crime bárbaro

Caso Manoel Franco: Delegado revela frieza de pai que matou filho e se escondeu em buraco

Fernando Batista de Melo tentou se passar por vítima, cavou esconderijo em área equivalente a 111 campos de futebol e permaneceu em silêncio durante depoimento na DEHS

Thiago Monteiro
24/01/2026 às 13:59.
Atualizado em 24/01/2026 às 13:59

Fotos: Paulo Bindá

“Estava calmo, aparentemente sereno até demais pelo crime bárbaro que havia cometido e, no momento do depoimento, falou de forma tranquila que ficaria em silêncio”, afirmou o delegado Adanor Porto, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), sobre a prisão de Fernando Batista de Melo, de 48 anos, acusado de matar por asfixia o próprio filho, Manoel Franco de Lima Neto, de apenas 3 anos.

Porto classificou o caso como difícil e afirmou que Fernando Melo foi covarde ao optar por não falar em depoimento. “Essa foi uma investigação muito difícil, e as equipes trabalharam incansavelmente na resolução do caso, com todo o sistema de segurança pública mobilizado”, disse o delegado.

De acordo com o delegado da DEHS, Fernando relatou informalmente que em nenhum momento pensou em se entregar ou em tirar a própria vida. “Ele fez cortes no braço para tentar passar uma imagem de vítima e chegou a fazer uma ligação de vídeo para um filho que mora fora do país, pedindo perdão”, contou.

Deslocamento e buraco
Ainda conforme Porto, Fernando informou que estava se deslocando por uma área de mata nas proximidades do Cemitério de Manaus, no bairro Tarumã, zona Oeste da capital, e chegou a cavar um buraco para se esconder das equipes policiais.

“Ele mencionou, de forma informal, que as equipes passaram próximas a ele, mas que estava dentro de um buraco. Ou seja, estávamos procurando no local certo, porém ele agia de forma ardilosa, escondendo-se e se movimentando pela região de mata”, explicou.

111 campos de futebol

O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Bruno Fraga, explicou que a área onde o acusado estava escondido corresponde a cerca de 111 campos de futebol, em uma região de mata densa.

“Diversos locais foram checados devido às informações que chegavam pelo 181, pelo 197, e essas informações eram compartilhadas entre as forças policiais. Abordagens chegaram a ser feitas até no interior do Estado, em áreas de estrada, e ele não conseguiria fugir do Amazonas”, afirmou Fraga.

Drones termais

Segundo o subcomandante da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Thiago Balbi, drones termais e cães farejadores foram utilizados nas buscas.

“No primeiro momento da abordagem, ele tentou despistar os policiais, mas eles não acreditaram e deram continuidade à prisão, quando foi confirmada a identidade do criminoso”, pontuou.

 O crime
Manoel Franco foi assassinado na quinta-feira (22) pelo próprio pai, Fernando Batista de Melo, no banheiro de uma quitinete localizada na rua Santo Inácio, no bairro Cidade de Deus, zona Norte de Manaus.

De acordo com a declaração de óbito, a criança morreu por asfixia mecânica. A suspeita é de que Fernando tenha fechado o nariz e a boca do próprio filho.

O crime teria ocorrido após um desentendimento entre Fernando e a ex-companheira. Após a separação, o acusado não teria se conformado com o fim do relacionamento e, de forma premeditada, matou a criança.

Fernando vai responder por homicídio triplamente qualificado. Na manhã deste sábado (24), ele passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao sistema penitenciário.
 

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