JUSTIÇA

Julgamento de PMs envolvidos na “Chacina do Grande Vitória” chega a fase de debates

Pelo Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), os promotores de Justiça, José Augusto Palheta e Lilian Nara Pinheiro, atuam na acusação e sete advogados estão na defesa dos réus

Robson Adriano
03/04/2024 às 19:17.
Atualizado em 03/04/2024 às 19:17

Julgamento de envolvidos em chacina chega ao terceiro dia (Foto: Divulgação / TJAM)

O julgamento dos sete policiais militares envolvidos na “Chacina do Grande Vitória”, ocorrida em 2016, entrou nesta quarta-feira (3) na fase de debates entre a acusação e defesa. Antes da retomada das atividades no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, bairro São Francisco, zona Sul de Manaus, o juiz Eliezer Fernandes Júnior, declarou que os réus permaneceram em silêncio durante o interrogatório realizado na tarde desta terça-feira (2), cuja atividades se encerraram às 18h. 

Pelo Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), os promotores de Justiça, José Augusto Palheta e Lilian Nara Pinheiro, atuam na acusação e sete advogados estão na defesa dos réus. Pela manhã, o MPE-AM teve duas horas e meia para apresentar aos sete jurados os argumentos para a condenação de José Fabiano Alves da Silva, Edson Ribeiro da Costa, Ronaldo Cortez da Costa, Eldeson Alves de Moura, Cleydson Enéas Dantas, Denilson de Lima Corrêa e Isaac Loureira da Silva.

Segundo nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), pela tarde a defesa continuou as atividades com duas horas e meia de argumentação. “Havendo a possibilidades de réplicas e tréplicas, com mais duas horas para cada lado”. A expectativa do magistrado era de proferir a sentença ainda nesta terça-feira (3), e ele não descartou a possibilidade de estender as atividades ao longo da madrugada de quinta-feira (4).

O julgamento

Na segunda-feira (1º), primeiro dia de julgamento pela 3ª Vara do Tribunal do Juri, foram ouvidas 20 testemunhas arroladas no processo. Nove de defesa e 11 de acusação. Na terça-feira (2), os sete réus foram interrogados na plenária, mas preferiram se manter em silêncio, garantido constitucionalmente. Eles respondem por homicídio triplamente qualificado contra Alex Júlio Roque de Melo, 25 anos, Rita de Cássia da Silva, 19 anos, Weverton Marinho Gonçalves, 20 anos.

O tenente Luiz da Silva Ramos, também arrolado no processo, foi encontrado morto com um tiro na cabeça dentro do Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas, no dia 21 de novembro do ano passado, teve extinta a punibilidade pela Justiça. Ele era apontado desde o início das investigações, à cargo da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) como mandante do crime.

O crime

Alex, Rita e Weverton foram abordados pelos policiais militares Edson Ribeiro, Ronaldo Siqueira, Luiz Ramos e José Fabiano, na madrugada de 29 de outubro de 2016, por volta das 3h50, que naquele ano estavam lotados na 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). A abordagem ocorreu na rua Penetração, comunidade Grande Vitória, zona Leste de Manaus. E nunca mais foram vistos. Oito anos após o crime, os corpos dos três jovens não foram localizados. 

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
Portal A Crítica - Empresa de Jornais Calderaro LTDA.© Copyright 2026Todos direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por