Minério

Ouro apreendido com policiais veio da Venezuela

Investigador da Polícia Civil e dois cabos da PM foram presos em flagrante pela Rocam extorquindo as vítimas

Joana Queiroz
30/10/2025 às 13:59.
Atualizado em 30/10/2025 às 14:00

Foto: Divulgação

As 77 barras de ouro apreendidas pelos policiais das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) na quarta-feira (29) vieram da Venezuela para serem vendidas aqui em Manaus, conforme informações do comandante da Rocam, o tenente-coronel Renan Carvalho. Essa foi a maior apreensão de ouro feita pela Polícia Militar.

De acordo com Carvalho, o dono do metal não conseguiu fazer a venda aqui e estava levando a carga para um comprador em Boa Vista, mas o ouro acabou sendo apreendido. “A Rocam agiu rápido. Recebemos a denúncia pelo 190 e, em um minuto e meio, já estávamos no local”, ressaltou Carvalho.

A informação inicial era de que homens armados e usando balaclavas haviam invadido a residência. Chegando ao endereço foi constatado que estava ocorrendo um roubo de uma grande quantidade de ouro que estava no tanque de um veículo T-Cross de cor branca, placa TED-7E35, que estava na garagem da residência.

O investigador da Polícia Civil, Felipe Pinto Ferreira, 45, e os cabos da Polícia Militar, Antônio Temilson de Souza Aguiar, 40, e Gilson Luna de Farias, 37, estavam efetuando o roubo do minério, aproximadamente 72,640 quilos de ouro.

A polícia encontrou os responsáveis pelo ouro rendidos na garagem sob o domínio dos três suspeitos. Uma quarta pessoa conseguiu escapar em um carro preto, provavelmente outro policial que já está sendo investigado pela Polícia Federal.

“Assim que entramos na casa, eles se identificaram como policiais. Pedimos a ordem de serviço e eles não tinham. Receberam voz de prisão e mandamos que entregassem as armas”, disse o comandante.

Com eles, foram apreendidos, além do ouro, cinco armas de fogo, munições, coletes balísticos, dois veículos e dinheiro. Os policiais e suas vítimas foram presos em flagrante e levados para a Superintendência da PF.

Trabalho

O comandante-geral da PM, coronel Klinger Paiva, destacou o trabalho dos policiais militares. “Não é fácil um policial ir para uma missão e, chegando lá, ter que prender seus colegas de farda”, disse.

Paiva reforçou o compromisso da Polícia Militar de combater o crime e disse que os militares presos vão passar pelo processo legal de apuração de conduta.

De acordo com ele, durante o seu comando, que ontem completou dois anos, mais de 150 policiais militares com desvio de conduta já foram presos. “Estamos trabalhando com todos os rigores da lei”, afirmou o comandante.

Confira as imagens dos policiais presos:

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