Deputado estadual foi chamado para atuar na equipe de Minas e Energia
Sinésio Campos preside a Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da ALE-AM (Foto: Danilo Mello/Aleam)
O presidente do PT no Amazonas, deputado estadual Sinésio Campos, foi nomeado para compor o grupo técnico (GT) de Minas e Energia do governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A publicação da nomeação aconteceu na quinta-feira (1) e foi divulgada na noite de ontem pela assessoria do parlamentar.
Sinésio é o atual presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). Ele é uma das vozes dentro do parlamento amazonense favoráveis ao garimpo na Amazônia e em terras indígenas, desde que “sustentável”.
Em dezembro de 2021, logo após a Polícia Federal e o Ibama realizarem uma ação que queimou centenas de balsas no rio Madeira, no Amazonas, Sinésio defendeu a promoção de uma “mineração sustentável” e disse que o tema “não é questão de polícia”. O posicionamento ocorreu durante pronunciamento na ALE-AM.
“Os garimpos sempre foram uma realidade no Brasil, mas, sempre defendi uma mineração sustentável, ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. A mineração na Amazônia não é uma questão de polícia, não deve ser falada somente por ONG’s, temos que tratar esse assunto com a população”, esclareceu à época Sinésio.
Como presidente do Parlamento Amazônico, entidade que reúne deputados dos nove estados da Amazônia Legal, Sinésio chegou a participar, em 2017, do maior evento do mundo sobre mineração, a Convenção Anual da Prospectors & Developers Association of Canadá (PDAC). Na ocasião, o petista defendeu a mineração em terras indígenas de maneira similar ao que acontece no país canadense.
“Nosso mandato está representando o Amazonas e palestra em defesa da mineração em terras indígenas. Entendemos que o debate precisa acontecer, as ONG´s não querem discutir, o Congresso também se nega e com isso a clandestinidade da ação mineral continua não dando oportunidade para que às populações tradicionais se desenvolvam de forma sustentável”, disse o parlamentar, à época.
A reportagem de A CRÍTICA procurou Sinésio para saber quais contribuições o parlamentar pretende levar ao GT de Minas e Energia e como vai se posicionar em relação ao garimpo na Amazônia, mas ainda aguardamos retorno. O espaço continua aberto para manifestações.
Em comunicado enviado à imprensa pela assessoria, Sinésio disse ser “uma honra” a nomeação para o GT do novo governo. “Há mais de 20 anos, luto pelo desenvolvimento sustentável, ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável, para nossa região. Vamos trabalhar incansavelmente, e assim fortalecer a área de minas e energia”, informou o deputado.