O senador acusou o Ministério e o Ibama de travarem o desenvolvimento da região amazônica. A fala foi feita durante a 301ª reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS)
Declaração do senador Omar Aziz aconteceu na reunião do CAS desta terça-feira (25) (Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Na presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), o senador Omar Aziz (PSD) criticou a atuação do Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e acusou as pastas de travarem o desenvolvimento da região amazônica. A fala foi feita durante a 301ª reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS). Ele cobrou recursos para o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), que teve o contrato assinado nesta quarta-feira (25).
Omar foi enfático ao afirmar que não há interlocução entre o MMA e os políticos da região Norte e citou o caso da exploração de Petróleo na Foz do Rio Amazonas, negado pelo Ibama, afirmando que não era vontade do povo amapaense.
"Com todo o respeito que eu tenho ao presidente Lula e ao vice-presidente Alckmin, é impossível conversar com o meio ambiente do governo. É difícil. Agora, se me trouxerem uma proposta que o MMA tem para a Amazônia, eu abaixo a cabeça, mas não tem. O Meio ambiente do Ibama não pode e não deve. Agora, temos uma oportunidade de pesquisar, mas precisamos de recursos e não é com o orçamento do CBA que temos hoje que vamos conseguir isso", disse Omar Aziz.
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O senador apontou a incoerência do discurso dos países estrangeiros que criticam a exploração petrolífera na Amazônia, enquanto esses mesmos países estão tirando petróleo nas Guianas. E por isso, segundo ele, o Brasil é obrigado "mendigar dinheiro do Fundo Amazônia".
Na contramão de Lula, Omar criticou o governo venezuelano. Ele também citou a questão do potássio, questionando a efetividade dos projetos de sustentabilidade que, segundo o senador, não renderam emprego e renda para a Amazônia.
"O governador [Wilson Lima] falou há pouco sobre o potássio, mas parece brincadeira, onde aparece ouro vira terra indígena, sempre foi assim e não deve ser assim. Quem conhece a Amazônia somos nós que vivemos aqui", completou Omar Aziz.