'EVENTUAL PARCIALIDADE'

Eduardo Bolsonaro ameaça acionar Trump contra o TSE

Ex-deputado afirma que levará denúncias sobre eleições à Casa Branca, parlamentares e imprensa dos EUA

acritica.com
02/04/2026 às 08:30.
Atualizado em 02/04/2026 às 08:30

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na mansão do bilionário em Mar-a-Lago, na Flórida (Reprodução/Twitter)

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende denunciar ao governo de Donald Trump eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano.

As declarações foram dadas em entrevista ao colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.

Segundo Eduardo, integrantes da Corte podem sofrer sanções por parte dos Estados Unidos, caso o governo norte-americano entenda que há irregularidades.

“Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, afirmou.

O ex-parlamentar também disse que pretende levar as denúncias a diferentes instâncias nos Estados Unidos, incluindo a Casa Branca, parlamentares e a imprensa internacional.

“À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Onde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, declarou.

'ALERTA'

Eduardo Bolsonaro avaliou ainda que um relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos serve como “alerta” ao TSE sobre uma eventual ocorrência de censura nas eleições de outubro.

“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta, e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, disse.

Na avaliação do ex-deputado, ministros do TSE teriam adotado critérios distintos ao julgar ações envolvendo os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

“O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, concluiu.

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