Se cumprido o prazo, a obra será concluída mais de dois anos depois da queda da ponte original
Orlando Machado, superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) (Foto: Reprodução / You Tube)
O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Orlando Machado, afirmou que o prazo de entrega das pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, na BR-319, está previsto para o mês de outubro deste ano. A data foi divulgada durante cessão de tempo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta terça-feira (12).
Ainda segundo Machado, a empresa responsável pela construção da Ponte sob o Rio Autaz Mirim está com a obra atrasada e foi convocada para uma reunião em Brasília, para que também possa concluir o cronograma de entrega da obra até o mês de outubro.
Em resposta a demandas dos parlamentares, Orlando explicou que as pontes de madeira não são soluções viáveis para travessia provisória em detrimento das balsas, por conta da limitação de quantidade de madeira certificada, o alto custo e o tempo de execução do serviço. “Optamos por manter as balsas em funcionamento depois de uma análise técnica, até que possamos liberar de vez o tráfego nas pontes”, afirmou.
Em 28 de setembro de 2022 a estrutura da Ponte do Rio Curuçá desabou e deixou cinco pessoas mortas, além de dez feridos. No dia 8 de outubro, a ponte sobre o Rio Autaz Mirim, no quilômetro 12, também caiu.
As obras de recuperação se arrastaram sem efeito prático por mais de um ano. Em fevereiro de 2024 o Dnit contratou, por R$ 8,1 milhões, um consórcio de empresas para "supervisionar e apoiar a fiscalização na execução de obras de recuperação parcial e de reconstrução das pontes na BR-319".
Havia a expectativa da leitura de relatório produzido por Grupo de Trabalho (GT) criado pelo Ministério dos Transportes para apresentar o resultado dos trabalhos realizados, sobre a pavimentação da BR-319.
Sobre o licenciamento ambiental da pavimentação da BR-319, o superintendente explicou que as atividades são separadas por trechos e exibiu o licenciamento ambiental prévio do trecho do meio - entre os quilômetros 250 a 655 - certificado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).