A proposição estabelece o pagamento do auxílio-moradia conforme a distância e a dificuldade de acesso ao município de lotação do servidor
Policiais civis têm mudança em auxílio-moradia aprovado pela ALE-AM (Foto: Divulgação / PC-AM)
A Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), aprovou nesta terça-feira (12), um Projeto de Lei (PL), que estabelece o pagamento do auxílio-moradia à policiais civis de acordo com a distância e dificuldade de acesso ao município de lotação.
O PL também estende de 90 para 365 dias, o tempo mínimo que um servidor deve permanecer em um local para poder receber ajuda de custo, em caso de eventual mudança para outro município.
A proposta teve dois votos contrários de Comandante Dan (Podemos) e Wilker Barreto (Cidadania) e recebeu parecer favorável da relatora da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Alessandra Campêlo (MDB), que também é escrivã da Polícia Civil.
Os sindicatos que representam policiais foram até à Aleam para pressionar os deputados para rejeitarem a proposta. No entanto, os protestos não foram suficientes para impedir a aprovação do PL.
Agora, agentes que trabalham em municípios mais próximos da capital amazonense, como Iranduba e Itacoatiara, vão receber menos do que servidores que atuam em cidades mais distantes, como Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira.
O auxílio é concedido atualmente em percentual fixo, independentemente do município de lotação. Delegados e comissários têm direito a 15% sobre o valor da remuneração; peritos, 20%; e investigadores e escrivães, 30%.
Com a aprovação do projeto, o pagamento do auxílio-moradia será distribuído da seguinte forma:
O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Simpol) afirmou que a proposta representa um retrocesso para a sociedade e “irá ferir de morte os heroicos policiais civis que atuam no interior do Estado do Amazonas”.
Em nota, o Simpol afirma que esteve e continua disposto a negociar as pautas com o Governo, mas que, “jamais coadunará com o retrocesso de direitos já pacificados, sobretudo, quando os cofres do Estado apresentam um quadro financeiro e orçamentário extremamente favoráveis”, informou o sindicato.
Já o Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil do Amazonas (Sindeipol), alegou que a proposta é um “duro golpe”.
Ainda conforme o Sindeipol, apenas os investigadores e escrivães tem prejuízos em todas as zonas. “Haja vista que o auxílio de cargos como o de delegado de polícia não apenas será majorado, como em alguns interiores irá dobrar”, diz o sindicato.