Debate

Sassá critica venda da refinaria Isaac Sabbá, enquanto Peixoto defende a privatização

Os vereadores Sassá da Construção Civil (PT) e Antônio Peixoto (Agir) divergiram da privatização da refinaria Isaac Sabbá, operada até o ano passado pela Petrobras

Jefferson Ramos
23/05/2023 às 17:02.
Atualizado em 23/05/2023 às 17:02

(Foto: Tiago Correia/Divulgação/CMM)

Os vereadores Sassá da Construção Civil (PT) e Antônio Peixoto (Agir) divergiram da privatização da refinaria Isaac Sabbá, operada até o ano passado pela Petrobras, vendida durante o governo Bolsonaro para o grupo Atem. 

Durante sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM) desta terça-feira (23), Sassá da Construção Civil criticou a venda da refinaria, enquanto Peixoto afirmou ser favorável à privatização do serviço. 

Sassá lembrou que apenas Amazonas e Bahia tiveram as refinarias privatizadas, abrindo margem para as empresas praticarem política de preço que bem entenderem. 

“O Amazonas e a Bahia estão tendo problema para baixar o preço do diesel, gasolina e gás de cozinha. A refinaria da Bahia foi vendida por preço de banana e a  daqui de Manaus. Ele anunciou que não vai aderir à mudança da política de preços da Petrobras”, destacou.

Peixoto alegou que mesmo com a mudança da política de preços da Petrobras a queda no preço chegou em média a R$ 0,03. O vereador disse que a origem da informação é de matéria da imprensa. 

“Sou à favor da privatização, da livre iniciativa. Temos que ver que a iniciativa privada é o motor econômico do nosso país. Não existe nenhum país rico, sem pessoas e empresas ricas. Não existem exemplos de sucesso onde as empresas públicas, estatais trouxeram grande riqueza para o seu povo”, defendeu o vereador. 

Na última terça-feira (16), a Petrobrás anunciou fim da paridade de preços do petróleo – e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel – com o dólar e o mercado internacional. A mudança da política de preços da empresa foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

No cálculo anterior, chamado de Preço de Paridade de Importação (PPI), a Petrobras considerava o valor do petróleo no mercado global e custos logísticos como o fretamento de navios, as taxas portuárias e o uso dos dutos internos para transporte.

Segundo a nota oficial da Petrobras, a nova "estratégia comercial" usa duas referências de mercado: o "custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação", e o "valor marginal para a Petrobras".

Contudo, a Refinaria de Manaus (Ream) operada pelo grupo Atem desde dezembro do ano passado, confirmou que não pretende seguir o mesmo caminho da Petrobrás e abandonar o fim do PPI (Preço de Paridade de Importação).

Assim como fazia a Petrobras até a mudança desta semana, a Ream baseia o preço do combustível no preço internacional do barril de petróleo, calculado em dólar. Daí o nome “paridade internacional”. 

Mesmo mantendo a política, a refinaria de Manaus ressaltou que anunciou consecutivas reduções no preço da gasolina nas últimas semanas. 

Conforme site oficial da Ream, até a última sexta-feira (19) a gasolina estava sendo vendida por R$ 2,80 na refinaria de Manaus, na semana anterior, o preço estava a R$ 2,90. 

O valor estava abaixo do que era vendido pela Petrobras (R$ 3,18) até o anúncio da redução dos combustíveis no dia 16. Agora a estatal venderá a gasolina a R$ 2,78, ou seja, dois centavos mais barato que a Ream.

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