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TRE-AM julga registro de candidatura avulsa de Chico Preto ao Senado

O Avante, partido de Chico Preto, integra a coligação de apoio à reeleição do governador Wilson Lima (UB) que definiu como candidato ao Senado, coronel Menezes (PL).

Jefferson Ramos
29/08/2022 às 18:37.
Atualizado em 29/08/2022 às 18:37

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) vai julgar nesta terça-feira (30) o registro de candidatura avulsa ao Senado do ex-vereador de Manaus, Chico Preto (Avante). O Avante integra a coligação de apoio à reeleição do governador Wilson Lima (UB) que definiu como candidato ao Senado, coronel Menezes (PL). 

Por conta disso, a candidatura de Chico Preto deverá enfrentar dificuldades para ser aprovada pelo TRE-AM. Porque pelo recente entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de um candidato ao Senado, caso a coalizão não abranja as duas vagas  (governador e senador). 

No entanto, o entendimento não serve para o caso do ex-vereador porque a coligação já definiu um candidato majoritário a senador. 

Enquanto a Corte não decide sobre a candidatura, o ex-vereador não é vetado de realizar gastos de campanha com santinhos e adesivaço. Mas ele ficou excluído do horário eleitoral gratuito que iniciou nesta sexta-feira (26).

O desembargador eleitoral Kon Tsih Wang foi sorteado o relator do processo que pede o registro da candidatura. O registro de Chico é o quarto item da sessão ordinária da Corte realizada na manhã desta terça-feira.

O julgamento é feito pelo plenário do TRE-AM em que os 9 desembargadores do tribunal analisam os argumentos da defesa e do Ministério Público Eleitoral (MPE). A procuradora regional eleitoral Catarina Sales Mendes de Carvalho pediu o arquivamento do pedido de candidatura de Chico.

No documento, a procuradora informa que o Requerimento de Registro de Candidatura Individual (RRCI) não possui a documentação exigida pela legislação eleitoral vigente.

Ao A CRÍTICA, o ex-vereador afirmou que luta contra o conchavo de partidos maiores que integram a coligação de Wilson que pressionaram o governador a não escolher Chico como candidato ao Senado.

“Contra esse conchavo e coronéis de barranco e  de partidos que a gente luta. Em favor do meu legítimo direito de ser votado, um direito político, pelo qual estou brigando”, comentou. 

Geralmente, os desembargadores seguem o parecer opinativo do Ministério Público que, ao ser perguntado pelo TRE, sugeriu que a Corte negue o registro da candidatura. 

A coligação do governador tem nove partidos. Por conta disso tem o maior tempo de televisão e rádio da eleição. O PL foi o principal partido que emperrou o prefeito de Manaus, David Almeida, presidente estadual do Avante, indicar o nome de Chico Preto como o candidato da coligação. 

O fato de o prefeito já ter indicado o vice do governador incomodou o PL que ameaçou abandonar a coligação e levar consigo outros partidos caso o governador não aceitasse Menezes.

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