IPI

Protesto de estudantes da UEA vai cobrar revogação de decreto que prejudica ZFM

Diretório Central dos Estudantes (DCE /UEA) pretende organizar manifestação nos próximos dias. Presidente Jair Bolsonaro (PL) descumpriu promessa de revogar decreto

Giovanna Marinho
06/04/2022 às 15:42.
Atualizado em 06/04/2022 às 15:42

Os movimentos estudantis do Amazonas também pretendem organizar nos próximos dias manifestações em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) e contra a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Importados (IPI).

A confirmação foi dada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE /UEA) com exclusividade ao A CRÍTICA nesta quarta-feira (06). Ainda não há definições sobre quando e onde devem ocorrer tais atos. 

“Essa questão afeta diretamente a universidade, até porque nós dependemos do lucro da Zona Franca. Então: a quem interessa o esvaziamento da Zona Franca e qual o futuro da universidade caso se concretize esse esvaziamento. Temos a garantia [constitucional] de muitos anos do modelo, mas nada impede que ele seja esvaziado”, declarou o presidente do DCE/UEA, João Paulo Queiroz. 

A decisão dos estudantes vai ao encontro da fala do reitor eleito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), André Zogahib, em entrevista coletiva pela manhã no prédio da reitoria.  A instituição depende, quase em sua totalidade, dos recursos para atuação  assegurados pela Lei da Informática que obriga as empresas situadas na ZFM a destinar parte dos lucros para a universidade.

“Eu acho que é um momento em que todos nos precisamos nos unir em prol de uma causa chamada Zona Franca de Manaus e essa causa afeta diretamente numa outra causa que é importantíssimo para nossa região, chamado UEA. Então deve haver uma união dos estudantes, dos professores e de toda sociedade amazonense”, 

A UEA detém 1% do valor arrecadado pelo industria local. No ano passado, o orçamento da universidade chegou a R$ 589,9 milhões destinados às ações voltadas para os mais de 2 mil funcionários e 19 mil alunos. 
De acordo com o reitor, apesar das propostas para a diversificação do modelo econômico do Amazonas serem válidas, sem os recursos providos pela indústria não é possível pensar em outro rumo para economia. 

“Somos dependentes desse modelo. Até para que nós possamos desenvolver novos modelos econômicos, a gente precisa desse modelo. Novas matrizes econômicas passam por pesquisa, desenvolvimento e inovação. E de onde advém os recursos para que nós façamos pesquisa, desenvolvimento e inovação? Vem do Polo Industrial”, reforçou Zogahib.

A  nova gestão, planeja iniciar conversas com as prefeituras municipais para garantir novas formas de financiamento da UEA como, por exemplo, por meio do direcionamento do Imposto sobre Serviço (ISS)

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