Capital concentra maioria dos casos; vacinação é principal medida para evitar quadros graves
Movimentação em área comercial de Manaus reflete circulação de pessoas em meio ao aumento de casos de SRAG (Foto: Arquivo/AC-Junio Matos)
Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentaram 18% no Amazonas no primeiro trimestre do ano, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O índice segue o cenário de tendência de alta para doenças respiratórias no país.
O painel de monitoramento de vírus respiratórios da FVS-RCP mostra que o acumulado de casos confirmados da doença entre janeiro e 30 de março de 2026 foi de 530 registros, alta de 18,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o estado registrou 446 confirmações.
Os dados indicam que homens são maioria entre os diagnosticados. Tosse, falta de ar e febre estão entre os sintomas mais relatados nas unidades de saúde. A capital concentra o maior número de casos, com 407 registros, seguida por Tefé, com 17, e Presidente Figueiredo, com 11. Nos últimos sete dias, foram 37 notificações de SRAG que entraram em investigação.
A influenza é a segunda variação viral mais frequentemente identificada nos pacientes do Amazonas e segue em alta no país, segundo dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado na quarta-feira (1º). O panorama mostra que estados das regiões Norte e Nordeste estão em níveis de “risco” e “alto risco” no monitoramento.
Uso de máscaras segue como medida de prevenção diante do aumento de doenças respiratórias no Amazonas
Tendência no país
A mesma tendência é observada no Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo) e em parte do Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). Além desses estados, o Paraná começou a apresentar sinais de aumento no número de casos.
Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a Influenza A é a principal causa de SRAG entre jovens, adultos e idosos. A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, reforça que a melhor forma de prevenção contra casos graves e óbitos por influenza é a vacinação.
“Por isso, é fundamental que pessoas dos grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação, estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o vírus sincicial respiratório, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirma.