Programação reúne jovens de universidades locais e de outros estados, especialistas e representantes de organizações ambientais
(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Manaus está abrigando na segunda (31) e terça-feira (1º) o Amazonian Youth Summit (Cúpula da Juventude Amazônica, em tradução livre), evento promovido pelo Instituto Soka Amazônia, em parceria com a Carta da Terra Internacional, o Clube de Roma e o Escritório de Paz da SGI.
O Amazonian Youth Summit objetiva fortalecer o protagonismo da juventude na construção de um futuro mais justo, sustentável e pacífico. A programação reúne jovens, especialistas, representantes de organizações nacionais e internacionais, universidades e lideranças comprometidas com temas relacionados à educação, à sustentabilidade e à cidadania global.
(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Ao longo dos dois dias de programação, os participantes podem acompanhar palestras, plenárias de diálogo, vivências em conexão com a natureza e atividades colaborativas voltadas à construção coletiva de soluções para questões socioambientais.
O presidente do Instituto Soka Amazônia, Luciano Gonçalves, explicou que o evento foi preparado com muito carinho para possibilitar a apresentação dos trabalhos do Instituto Soka Amazônia e receber parceiros que vêm contribuindo para o desenvolvimento dos trabalhos de educação ambiental.
“E um ponto alto desse evento será receber a juventude. Nós iremos criar um momento com os jovens para poder transmitir principalmente os ideais do Instituto Soka Amazônia, que são justamente o respeito à dignidade da vida e a preservação ambiental”, afirmou Luciano Gonçalves. e criar na juventude Soca esse modelo da educação Soca ambiental.
O presidente destacou que a sede do instituto está localizada dentro de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), um tipo de Unidade de Conservação (UC) de domínio privado, criada voluntariamente por proprietários de terras. A localização fica em frente ao encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, próximo à região conhecida como Ponta das Lajes.
“Fala-se muito sobre essa relação do homem com a natureza. O instituto está dentro de uma reserva e muito conectado também com a comunidade no entorno. Como fazer para que as pessoas realmente vivenciem na prática e estejam incluídas no dia a dia com essa discussão, com essa temática ambiental, com a sociobiodiversidade?”, questionou o presidente.
(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Luciano diz que trata-se de uma questão complexa levar a mensagem de preservação ao cotidiano das pessoas. “Quando a gente olha para a comunidade que faz parte desse ambiente, a gente constata que às vezes a informação não chega”, disse. Segundo ele, a realização do Amazonian Youth Summit também é uma oportunidade para propagar cada vez mais a mensagem da conservação.
“Um dos princípios do nosso fundador, o Dr. Daisaku Ikeda, é que a gente precisa criar essa consciência da coexistência entre a pessoa e o meio ambiente. Nós não vivemos sem o meio ambiente, e as pessoas interferem no meio ambiente. Então é importante ter essa preocupação e a consciência de respeitar o meio ambiente e viver uma coexistência harmoniosa”, defendeu.
(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Para o presidente do Instituto Soka Amazônia, as pessoas estão mergulhadas numa sociedade que, devido à correria, à agilidade, às preocupações, não percebem a importância do ambiente onde estão. “Então, o objetivo desse encontro é sensibilizar a comunidade, principalmente a juventude, para poder garantir que teremos um futuro sustentável e que possamos viver numa coexistência harmoniosa entre a pessoa e o meio ambiente”, concluiu.
Participam do encontro jovens universitários entre 21 e 26 anos de várias universidades e faculdades locais e de fora do estado. “A gente abriu inscrições para que a comunidade jovem pudesse participar desse evento. Temos como convidadas a doutora Míriam Viela, da Carta da Terra Internacional, e Silvia Zimmermann del Castillo, do Clube de Roma, que vão trazer as contribuições do que está sendo feito em benefício do meio ambiente no mundo”, relatou.
Luciano Gonçalves pontuou que o encontro entre especialistas e a juventude é o que motiva a realização do Amazonian Youth Summit. “Eles vão trazer as contribuições do que está sendo feito em benefício do meio ambiente. E aí vai ter um painel para essas apresentações e os jovens serão convidados a interagir nesse momento com perguntas, vão trazer também suas propostas e sugestões”, esclareceu.
“A ideia talvez é formar após esse evento um documento com essas ideias e contribuições que possamos apresentar para a sociedade”, concluiu o presidente do Instituto Soka Amazônia.
(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Diretora executiva do Secretariado Internacional da Carta da Terra, Mirian Vilela, é uma das convidadas internacionais que estão participando do Amazon Youth Summit. Pela terceira vez em Manaus, Mirian, que é referência global em educação para o desenvolvimento sustentável destacou que o evento é uma oportunidade de fortalecer os espaços e é o protagonismo dos jovens em diversos contextos.
“É também uma oportunidade de encontrar pontes mais fortes de colaboração entre as nossas organizações. Nós estamos na Costa Rica, mas também temos um braço da Carta da Terra Internacional aqui no Brasil”, afirmou.
A Carta da Terra Internacional é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. A proposta teve início na Cúpula da Terra (Rio-92) e foi formalmente lançada em 2000 como um guia ético universal. O Movimento Global da Carta da Terra atua para promover a transição para formas de vida sustentáveis e o respeito à interdependência de toda a vida no planeta.
“Eu vim aqui pela primeira vez em junho de 2023 para assinar um acordo de cooperação entre a Carta da Terra Internacional e o Instituto Soka Amazônia justamente em processos de educação ambiental, de educação para sustentabilidade, fazendo uso da Carta da Terra como um instrumento de educação referente e ético”, declarou.
(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
O primeiro dia do Amazonian Youth Summit foi dedicado a mostrar aos parceiros e convidados as atividades e relações institucionais do Instituto Soka Amazônia, com direito a atividades de imersão na reserva onde está localizada a sede. Foi o Encontro da Cúpula Institucional. Nesta terça-feira (1º), será realizado o encontro com a juventude.
O Instituto Soka Amazônia é uma das organizações afiliadas à Soka Gakkai, à Carta da Terra Internacional e à Rede Pacto Global da ONU. Foi escolhida como organização âncora do Hub ODS Amazonas. Com esses vínculos e parcerias, compartilha o compromisso de atuar para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e um mundo com mais justiça ambiental e proteção da biodiversidade.
É uma Organização Não-Governamental (ONG) sem fins lucrativos, que representa a cristalização do ideal de seu fundador, o pacifista Daisaku Ikeda, de contribuir para a proteção da integridade ecológica da Amazônia.
Criado em 2014 para consolidar e dar continuidade às ações de preservação ambiental iniciadas na década de 1990 pelo Centro de Pesquisas Ecológicas da Amazônia (Cepeam), o Instituto Soka é responsável pela gestão da Reserva Particular de Patrimônio Natural Daisaku Ikeda (RPPN Daisaku Ikeda), na cidade de Manaus, uma unidade de conservação sustentável localizada em frente ao Encontro das Águas.