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Governo Federal anuncia seis aeronaves e 290 brigadistas para combater incêndios no AM

Nota do Ministério do Meio Ambiente detalha ações federais após troca de acusações entre Ibama e Bombeiros sobre a disponibilidade de aviões para combater queimadas no estado

Michael Douglas
09/10/2026 às 21:08.
Atualizado em 09/10/2026 às 21:08

Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima esclarece ajuda para combate a queimadas no Amazonas (Foto: Divulgação)

O Governo Federal anunciou que vai disponibilizar seis aeronaves e 290 brigadistas para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), após uma troca de acusações entre o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o apoio federal ao estado.

Segundo a nota, serão enviados quatro aviões do modelo Air Tractor, utilizados para lançamento de água, e dois helicópteros. O ministério também informou que o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas desde o início da temporada e continua atuando no combate a outros 20 focos ativos.

O posicionamento do governo federal foi divulgado horas depois de o comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, afirmar que recebeu uma resposta negativa a um pedido de apoio aéreo feito em setembro. Em resposta, o superintendente do Ibama no estado, Joel Araújo, afirmou que o governo Lula já havia destinado R$ 45 milhões para ações de prevenção e combate aos incêndios.

Na nota, o MMA informou que o pedido de apoio do governo estadual foi recebido pelo Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, em 23 de setembro. A partir da solicitação, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).

O ministério afirmou, porém, que, em 30 de setembro, o Governo do Amazonas comunicou que não precisava mais do apoio do Respad, após chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio. Com isso, a equipe federal foi dispensada antes de se deslocar para o campo.

Disponibilidade de aeronaves

Documentos divulgados pelo comandante dos Bombeiros na noite desta sexta-feira mostram que o governo estadual solicitou aeronaves para combater os incêndios, mas recebeu uma resposta informando a indisponibilidade de equipamentos.

Conforme o histórico apresentado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), o Corpo de Bombeiros solicitou, em 18 de setembro, apoio para a locação de duas aeronaves de combate a incêndios florestais, com combustível e pilotos, para atuação entre setembro e novembro.

O pedido foi encaminhado para avaliação e, em 24 de setembro, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil recomendou o acionamento do protocolo Pegasus, utilizado para mobilizar aeronaves públicas em situações de urgência.

Em resposta enviada nesta sexta-feira (9), o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que consultou nove unidades aéreas públicas, mas nenhuma reunia condições operacionais para realizar a missão naquele momento. Entre os motivos apresentados estavam manutenção, indisponibilidade de tripulações, restrições de deslocamento ou de horas de voo e ausência de equipamentos específicos para o combate aéreo a incêndios.

Após receber a resposta, a Sedec formalizou um pedido ao Ministério da Defesa para disponibilizar duas aeronaves de combate a incêndios florestais. O documento foi encaminhado no fim desta sexta-feira, e o governo aguardava uma resposta sobre o atendimento da solicitação.

Recursos para o Amazonas

O Ministério do Meio Ambiente também destacou o projeto ProAmazon, apoiado pelo Fundo Amazônia com R$ 45 milhões para fortalecer a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e financiar ações de prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas.

De acordo com a pasta, os pagamentos do projeto foram realizados em janeiro de 2025 e março de 2026.

A nota acrescenta que o governo federal orientou o Amazonas a solicitar recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios. Segundo o ministério, até o momento, o estado não havia formalizado o pedido.

A manifestação federal ocorre em meio ao agravamento da crise de fumaça no Amazonas. Nesta sexta-feira, Manaus registrou índices de qualidade do ar classificados como péssimos em diferentes zonas da cidade, segundo a plataforma Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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