Volume representa queda de 97,8% em relação ao ano anterior e fica muito abaixo da média histórica de 56 milímetros.
(Foto: Paulo Bindá/Arquivo AC)
A cidade de Manaus encerrou o mês de agosto com apenas 2,4 milímetros de chuva acumulados, volume consideravelmente inferior à média climatológica histórica para o período, que é de 56 milímetros. O índice representa uma redução de 97,8% em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando a capital amazonense registrou 111,8 milímetros de precipitação.
O baixo volume pluviométrico posiciona o período como o agosto mais seco dos últimos seis anos na capital. Nos anos anteriores, os registros apontaram 17 milímetros em 2024, 18 milímetros em 2023 e 36 milímetros em 2022, dados levantados a partir de monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Aliada à escassez de precipitações, a capital tem enfrentado dias consecutivos de temperaturas elevadas. Ao longo do mês, foram registrados recordes sucessivos de calor no ano, alcançando a marca de 37,1 °C.
Especialistas apontam que a redução expressiva nas chuvas na região amazônica está associada à atuação do fenômeno El Niño, que altera os padrões climáticos e favorece condições de estiagem.
Apesar do baixo acumulado registrado em Manaus, a oscilação do nível dos rios da bacia amazônica depende principalmente das chuvas nas cabeceiras e calhas dos afluentes ao longo da região, e não apenas do índice pluviométrico urbano da capital.