Ação integrada entre forças de segurança e Ipaam foca no sul do estado e segue com etapas permanentes até dezembro de 2026
Uso de tecnologia de monitoramento por satélite foi crucial para a identificação de crimes ambientais em áreas remotas (Divulgação/Ipaam)
A 4ª etapa da Operação Tamoiotatá 6 foi concluída, no sábado (09/05), com a aplicação de R$ 57.268.569 em multas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), em ações de combate ao desmatamento ilegal, descumprimento de embargos e atividades sem licença ambiental no sul do estado. Ao todo, mais de 8,2 mil hectares foram embargados durante a operação, área equivalente a cerca de 11 mil campos de futebol.
As ações foram executadas entre os dias 21 de abril e 10 de maio, nos municípios de Apuí, Humaitá, Canutama e Lábrea (respectivamente, a 453, 590, 619, 702 quilômetros de Manaus), com fiscalizações em áreas rurais e ramais adjacentes às rodovias BR-319 e BR-230, considerados pontos estratégicos no combate às infrações ambientais.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a atuação integrada fortalece o monitoramento ambiental em regiões sob pressão de desmatamento.
O gerente de Fiscalização Ambiental do Ipaam, Marcelo Barroncas, ressaltou que as equipes atuaram tanto na identificação de novas infrações quanto na verificação de áreas já embargadas.
Na base de Apuí, as ações resultaram na lavratura de 46 autos de infração e 17 termos de embargo, com aplicação de R$ 49.483.900 em multas por desmatamento ilegal, descumprimento de embargos ambientais, impedimento da regeneração natural da vegetação e atividades agropecuárias sem licença ambiental.
Na base de Humaitá, que também abrangeu os municípios de Canutama e Lábrea, foram aplicados R$ 7.784.669 em multas, com 29 autos de infração lavrados e 10 termos de embargo e interdição emitidos durante ações voltadas à fiscalização de áreas com alertas de desmatamento. As equipes atuaram em áreas rurais e ramais próximos às rodovias BR-319 e BR-230, considerados pontos estratégicos no combate às infrações ambientais.
Os responsáveis autuados têm o prazo legal de até 20 dias para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento das multas aplicadas. Os valores arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação conjunta do Governo do Amazonas e conta, nesta quarta etapa, com a atuação do Ipaam, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A operação também contou com o apoio de órgãos federais, como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ligado ao Ministério da Defesa.
O Ipaam disponibiliza à população um canal direto para denúncias de infrações ambientais por meio do WhatsApp (92) 98557-9454. O número é administrado pela Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) e permite o envio de informações que auxiliam no direcionamento das ações de fiscalização em todo o Amazonas.