Nível do rio chegou a 5,72 metros e medida preventiva de 90 dias busca garantir envio de suprimentos a comunidades.
(Foto: Reprodução/TV A CRÍTICA)
Manacapuru (AM) - O nível do Rio Solimões desceu 1,20 metro no intervalo de sete dias em Manacapuru, no Amazonas, atingindo a cota de alerta monitorada pela Defesa Civil. Com a marca atingindo 5,72 metros na calha do município, a prefeitura decretou situação de emergência por 90 dias para enfrentar os impactos decorrentes da vazante acelerada.
A decretação de emergência tem a finalidade de antecipar a aquisição e o transporte de suprimentos essenciais, incluindo água potável, alimentos, materiais de limpeza e medicamentos destinados às comunidades mais distantes. A rapidez na descida das águas já no mês de setembro chamou a atenção de moradores e autoridades locais, uma vez que esse ritmo intenso costumava ser observado apenas a partir de outubro.
Desde o fim de julho, quando as águas começaram a baixar, o Rio Solimões já recuou mais de 5 metros em Manacapuru. O índice atual está 3 metros abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, configurando a sexta maior vazante histórica da região para a época.
A formação de bancos de areia e praias nas margens das comunidades já impõe barreiras ao escoamento da produção agrícola. Produtores enfrentam dificuldades para alcançar os trechos navegáveis do Solimões e de seus afluentes, o que gera risco de encarecimento de alimentos que abastecem o comércio local e a capital, Manaus.
A vazante também afeta o transporte de passageiros na região. Em Anamã, embarcações de maior porte vindas de Manacapuru já não conseguem ingressar no canal de acesso (paraná). Com a restrição, viajantes precisam desembarcar no leito do Rio Solimões e completar o trajeto até a sede do município em pequenas embarcações.