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Com delicadeza e intimidade, ensaios de foto 'boudoir' promovem a autoestima feminina

Ensaio sensual não é a mesma coisa que um ensaio boudoir. “O ensaio sensual não tem um foco, um estilo determinado. Já o boudoir não: deve trabalhar numa sala, num quarto, onde tenham sombras para simular que alguém estivesse espionando", coloca a fotógrafa Nathalia Carvalho 08/01/2018 às 12:07 - Atualizado em 08/01/2018 às 12:09
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(Foto: Andrea Sabba/Divulgação)

Laynna Feitoza

“Boudoir” é uma palavra de origem francesa que significa “quarto de vestir” e foi muito usada durante o século 19 e início do século 20. Trata-se de uma área íntima do quarto feminino onde as mulheres se vestiam, maquiavam e perfumavam depois do banho em um momento de intimidade. “E é essa atmosfera que tentamos reproduzir no ensaio boudoir, cujo estilo busca retratar com delicadeza a beleza e a intimidade feminina, geralmente sem nudez explícita, mas sim sugerida”,declara a fotógrafa Andréa Sabba (@andrea_sabba_).

Atualmente, esse tipo de ensaio é bastante escolhido por mulheres que querem guardar recordações de si mesmas. “O objetivo principal pelo qual as mulheres me procuram para esse tipo de ensaio é presentear o namorado ou marido, mas também muitas vêm em busca de resgatar o amor próprio. O público alvo são todas as mulheres que desejam dar um ‘up’ na autoestima e começar a se amar mais, independente da idade e tipo físico. Minhas clientes são desde meninas de 20 e poucos anos até mulheres mais velhas, de 40 anos ou mais”, acrescenta Andrea.

Para um ensaio boudoir ter a mesma essência de sua proposta, o local das fotos deve ser íntimo e acolhedor para que a modelo se sinta a vontade, e é necessário deixar a modelo relaxada para que as fotos saiam o mais natural possível. “Valorizar os pontos fortes de cada mulher e dar um enfoque menor nos ângulos menos favoráveis, e escolher a iluminação condizente com a mensagem que se deseja transmitir (no meu caso uso luz natural)”, pondera Sabba.

Ainda segundo a fotógrafa, em relação à paleta de cores do ensaio, não pode faltar lingerie branca, e principalmente a preta, que, na visão dela, deixa qualquer mulher muito sexy. “As roupas normalmente mais usadas são conjuntos de lingerie, salto alto, hobbies, espartilhos, meia calça, blusas com decotes mais ousados e transparência. As locações mais utilizadas são quartos de hotel, casa da cliente e estúdio, que é onde eu mais faço”, pontua Andrea.

História

Ensaios podem ser feitos no estúdio ou no quarto da cliente (Nathalia Carvalho/Divulgação)

Segundo Carvalho, ensaio sensual não é a mesma coisa que um ensaio boudoir. “O ensaio sensual não tem um foco, um estilo determinado. Já o boudoir não: deve trabalhar numa sala, num quarto, onde tenham sombras para simular que alguém estivesse espionando. O tempo foi passando e as coisas se mesclaram, mas em outros países o boudoir é trabalhado como algo de muito glamour e um glamour vintage. Pérolas, renda, seda, pluma, tudo isso”, declara ela.

No que diz respeito ao resgate da autoestima feminina, Nathalia afirma ter o exemplo de uma cliente que, no passado, era magra. Ela entrou em depressão, desenvolveu problemas de pele, alergias e também engordou. “Quando ela veio nos conhecer, disse que queria que aquele ensaio fosse um remédio. Foi quando nós estudamos as redes sociais dela, vimos padrões que ela repetia, o que ela gostava, e em nenhum momento tocamos no assunto tristeza ou ganho de peso, somente no quanto aquele dia era o dia da transformação dela como mulher. A fotografia é a validação do que elas querem ser e são, mas não conseguiam ver. Depois desse ensaio, ela fez mais quatro”, diz ela.

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“O ensaio me proporcionou muitos benefícios, e um deles foi me admirar de uma forma diferente, sem cobranças. Antes de fazer o ensaio, tinha um certo medo, pensando no que as pessoas iam falar ou pensar. Justamente pelo fato de nós mulheres desde crianças sermos educadas para não usar roupas curtas, não sentar de pernas abertas. Só que eu simplesmente resolvi lutar contra tudo isso e fazer o ensaio. Hoje me sinto muito mais confiante, aceito meu corpo com todos os ‘defeitos’ que eu achava ter e hoje penso que somos todos diferentes. Sempre que a tristeza tenta me visitar, olho as fotos e vejo além de um corpo ali, pois o ensaio mostra nossa feminilidade. Mostra que mesmo delicadas somos fortes”.