Sexta-feira, 03 de Abril de 2020

E agora?

Todo mundo precisa agir com mais tolerância na cobrança das dívidas do outro. Em meio à pandemia de Covid-19, as pessoas não têm dinheiro!


20/03/2020 às 12:30

Não é uma teoria conspiratória, não é uma fantasia da mídia, nem é uma simples gripe! As duas últimas semanas tiveram um assunto dominante, de merecida atenção, o novo coronavírus, o Covid-19.

Agora nos vemos a braços com as consequências da pandemia, que ultrapassam em muito os limites da área de saúde. Com o necessário recolhimento das pessoas às suas casas para evitar a proliferação do contágio, vivemos tempos que parecem ter sido extraídos de um livro de literatura fantástica.

Ruas vazias, estabelecimentos fechados, ou então vazios, sem qualquer cliente. O isolamento social, que pode fazer a diferença na quantidade de pessoas afetadas, impõe uma nova dinâmica à economia.

O taxista e o motorista de transporte por aplicativo tem um movimento menor do que em dia de feriado. As lojas, os bares e outros serviços não vendem, consequentemente não pagam aluguel dos imóveis que ocupam. E não têm como pagar os funcionários.

As academias começam a fechar e os profissionais de educação física, que ganham por hora/aula, param de ganhar. Os fisioterapeutas param de clinicar, devido ao contato físico. Os shoppings e outros centros de compras fecham. Os salões dos restaurantes fecham.

Parece que tudo o que cresce nesse momento são os deliverys, os aplicativos de entrega e a venda de medicamentos. Sim, precisamos nos preocupar para além da saúde do nosso próximo: precisamos ficar atentos à sobrevivência deles.

E talvez haja muito mais coisas ao nosso alcance do que parece. Algumas empresas de tv a cabo liberaram o conteúdo integral aos clientes, independente do pacote contratado, para que fiquemos mais tempo em casa. Belo exemplo a ser seguido, até em nossos microuniversos.

Que tal dar um desconto para o pagamento do aluguel do seu inquilino: se ele não fez dinheiro, ele não tem como pagar. Ele não deixou de faturar porque quis: ele não teve demanda! Despejá-lo de nada adiantaria também: quem irá alugar? Tá tudo mundo liso. Pelo menos ele mantém a integridade do seu imóvel.

Todo mundo precisa agir com mais tolerância na cobrança das dívidas do outro. Não dá pra bradar “não quero nem saber”! As pessoas não têm dinheiro!

E que tal darmos preferência de compra aos pequenos comércios e aos pequenos prestadores de serviços? Eles estão em muito maior perigo que as grandes redes do varejo nacional e internacional.

E se você tem um salário fixo, que não será mexido, será que dá pra pagar integralmente os trabalhadores autônomos que sempre utiliza? Sim, mesmo que eles não tenham prestado o serviço. Pensa bem: eles ficarão quase que à mingua! Isso pode ser resgatado no futuro!

Essa é uma hora de empatia, de solidariedade, de uma grande corrente de ajuda mútua para enfrentarmos esse temporal sem sermos arrastados pelas águas.

Aliás, que tal algumas taxas públicas ou “quase públicas” serem isentadas nesse período. Alô Prefeitura, pagar Zona Azul agora é decretar o golpe de misericórdia nos empresários do Centro e do Vieiralves. Dá pra aliviar? #Pensa


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