Até o dia 24, Manaus já tinha computados 179 casos fatais da doença em outubro, contra 177 no mês de setembro inteiro; no Amazonas como um todo, média diária também é maior
((Foto: Junio Matos))
Chamem ou não de segunda onda, o aumento de mortes por coronavírus em Manaus já é uma realidade. Dados do boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) divulgado neste domingo apontam que Manaus já chegou a 179 mortes no mês - duas a mais que setembro passado inteiro.
Na capital do Amazonas, a média de mortes diárias em setembro foi de 5,9. Em outubro, está em 7,45, com mais seis dias pela frente no mês corrente - isso porque o boletim do dia 25 computa o total de mortes até o dia 24.
No interior, em números absolutos, as mortes de outubro ainda são menores que setembro: 307 no mês passado contra 270 nos primeiros 24 dias do mês atual. No entanto, a média diária de óbitos já é maior: foram 10,2 falecimentos diários por coronavírus em setembro, contra 11,25 em outubro.
No mês de outubro, em Manaus, o dia com mais mortes computadas até aqui foi o dia 16, com treze óbitos. Houve, ainda, até aqui, três dias com dez ou mais casos fatais: os dias 8, 13 e 15, com 12, 10 e 11, respectivamente. Em setembro, apenas um dia com dez ou mais mortes: o dia 15, com 12 falecimentos pela doença.
Há, ainda, outros elementos que comprovam o aumento do número de casos nos últimos dias, especialmente em Manaus. No dia 21, a capital teve 1.233 casos notificados. Foi o maior número já registrado desde 29 de maio, quando foram confirmados 1723 casos. No mesmo dia, no Amazonas, foram confirmados 1.669 casos, o maior número relativo ao Estado desde 18 de julho, quando foram computados 1712 novas notificações da doença.
No mesmo dia 21, o Amazonas teve o maior número de diagnósticos de novos casos via exame RT-PCR dos últimos dois meses. Foram 129 casos positivos, o maior desde 21 de agosto, quando foram computados 144. O número total de exames do tipo RT-PCR também foi o mais elevado em dois meses. A última vez que foram feitos mais que 406 exames do tipo foi em 19 de agosto, com 417 - 117 positivos e 300 negativos.
O aumento da realização de exames RT-PCR, e principalmente a maior quantidade de casos positivos encontrados por tal modalidade de diagnóstico, representa a maior circulação do vírus e a maior incidência de casos sintomáticos no Estado. Segundo a FVS-AM, os exames RT-PCR "aponta casos novos entre o 3º e o 6º dias da doença", ou seja, no período inicial da infecção.