Sábado, 04 de Julho de 2020
ANÁLISE

Municípios do AM que adotaram medidas mais rápidas registraram menos casos de Covid-19

Dados publicados pelo Atlas ODS Amazonas mostram que o tempo de resposta à pandemia influencia mais na curva de transmissão do vírus que o tipo de medida adotada



WhatsApp_Image_2020-05-03_at_14.38.25_7E770F02-315D-45FA-A420-98A3CCD0CD90.jpeg Foto: Euzivaldo Queiroz
25/05/2020 às 16:32

Os municípios do Amazonas que adotaram mais rapidamente medidas de combate ao novo coronavírus tiveram menos casos que os municípios que demoraram a agir. A análise foi publicada na edição desta segunda-feira (25) do boletim do Atlas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Amazonas, da Universidade Federal do Amazonas.

Segundo os pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, 57 municípios do interior do estado haviam expedido decretos com medidas de controle à pandemia até a última sexta-feira (22). Pelo porte e fase epidemiológica distintos dos demais municípios, Manaus não foi considerada no estudo.



Entre as medidas adotadas, a mais comum é a suspensão de atividades não-essenciais (decretada em 39 municípios), seguida pela obrigatoriedade do uso de máscaras (adotada em 30 municípios) e o toque de recolher (em 24 municípios).

Prefeituras também adotaram medidas como suspensão de atividades escolares e do transporte de passageiros, barreiras nas entradas e saídas dos municípios, bloqueio da entrada de pessoas, isolamento total (lockdown), entre outras.

As medidas foram, então, classificadas em precoces, quando foram adotadas antes da confirmação do primeiro caso no município, totalizando 37 municípios; e tardias, quando adotadas após a confirmação do primeiro caso, num total de 20 municípios.

Ao analisar essas medidas e o número de casos confirmados da Covid-19 nos municípios segundo o boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), os pesquisadores observaram que os municípios que adotaram medidas precoces tinham menos casos, em média, que os municípios tardios.

Segundo o levantamento, o tempo de resposta do Poder Público influencia mais na curva de transmissão do vírus que o tipo de medida adotada. O estudo observou também que, nos municípios que adotaram medidas menos rigorosas, o efeito dessas medidas perdeu efetividade mais rapidamente.

Para os pesquisadores, medidas precoces têm a vantagem de apresentarem um custo econômico e social menor no curto e no longo prazo, enquanto medidas tardias, para serem efetivas, terão que ser muito mais rigorosas.


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