Sexta-feira, 05 de Junho de 2020
CURADA

‘Foi Deus quem me curou’, diz dona Senhorinha, recuperada aos 103 anos de idade

Centenária moradora de Boca do Acre contraiu o novo coronavírus, mas não precisou ficar internada em hospital



1690992_20B9597B-7D0F-453F-B90A-5435F4918A58.jpg Foto: Divulgação
10/05/2020 às 13:25

“Foi Deus quem me curou. Eu já não via a hora de comer minha farofa com ovo e meu torresmo”. As palavras são de dona Maria Teixeira de Souza, a “Dona Senhorinha”, moradora do município de Boca do Acre e que, aos 103 anos de idade, derrotou o vírus SARS-CoV-2.

Hoje, totalmente curada da Covid-19, ela celebra diariamente sua vida e saúde, afinal, ter 103 anos (ela nasceu em fevereiro de 1917) e estar saudável é uma dádiva e uma alegria para ela e os familiares.



Dona Senhorinha contraiu o novo vírus por volta do dia 19 de abril, quando começou a sentir fortes dores de cabeça, fraqueza, perda de olfato e paladar que despertaram preocupação da parte da família que mora com ela (filhos netos e bisnetos).

Ela fez o teste para a doença na própria casa, em Boca do Acre, por volta do 9º dia de sintomas e obteve o resultado positivo já assintomática, de acordo com seus familiares. Na mesma época, um dos bisnetos de Dona Senhorinha também contraiu o novo coronavirus.

“No início, ela achava que estava somente gripada. Há uma neta que é enfermeira que começou a cuidar dela. Ela começou a tomar chás de alho, agrião, mel. Como achava que era gripe, começou a tomar Benegrip e vitamina C. No 4º dia de sintomas, ela tomou um soro com complexo B e no 5º já não apresentava mais os sintomas”, informou a bisneta Victoria Holanda de Brito, estudante de Engenharia Civil em Manaus.

“Ela acreditava que era uma gripe é que ia passar. No início, com a perda do paladar e olfato, ela sofreu, pois não conseguia se alimentar devidamente e recebeu suporte da família para se locomover e comer”, relata a universitária.

A parte da família que convive com Dona Senhorinha ficou bastante nervosa e não repassou oocorrido para o restante dos familiares para não causar medo e angústia: eles estavam bastante preocupados devido à idade avançada, com medo que ela não superasse a doença caso fosse infectada. Somente comunicaram o resto da família quando os sintomas já haviam passado e ela já estava assintomática, diz a bisneta.

Ao A CRÍTICA, Victoria falou, emocionada, da recuperação da bisavó querida. “Eu não a vejo há alguns anos devido a distância, mas sempre nos falamos pelo telefone, ela sempre me liga para desejar parabéns no meu aniversário e em ocasiões importantes. Ela é um exemplo muito grande para todos, de força, fé, amor, passa tantos ensinamentos, tenho muito orgulho de tê-la como minha bisavó”, comenta a estudante.

Senhorinha veio pela última vez a Manaus há quase 20 anos, quando seu filho faleceu, e anos depois para visitar a família.

Seu amável apelido também impõe respeito: ela era chamada de Maria Senhora quando mais nova, e acabou recebendo o de Dona Senhorinha pela família carinhosamente.

Repórter de A Crítica

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