Mortes caíram 46% nos últimos 14 dias, mas porcentagem de UTIs ocupadas segue acima dos 90% e 260 pessoas aguardam internação em hospitais
A média móvel de mortes por Covid-19 no Amazonas caiu 46% nos últimos 14 dias. No mesmo período, a média móvel de casos confirmados diminuiu 31%. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM).
O cálculo para chegar à média móvel avalia a variação percentual em intervalos de 14 dias. No caso das mortes, por exemplo, a FVS-AM comparou a soma dos números de óbitos de 1º a 7 de fevereiro com a soma de 8 a 14 do mesmo mês e identificou a redução de 46%.
Nesse mesmo período, os indicadores mostram que, especificamente na capital, a redução na média móvel foi de 41%. Já em relação aos 61 municípios do interior, a queda é ainda maior. A média móvel de mortes no interior apresentou queda de 57%.
Em relação à média móvel de casos confirmados, o interior também registrou queda maior que a capital com uma redução de 33%. Na capital, a atenuação da média móvel registrada foi de 30%.
As reduções passaram a ocorrer após um mês e meio do início da aplicação de novos decretos com medidas de restrição e da intensificação na abertura de leitos na rede pública e, também, da transferência de pacientes para outros Estados do País.
Ocupação de leitos
O Governo do Amazonas segue com o trabalho de abertura de novos leitos exclusivos para Covid-19, tendo aberto mais de 160 somente nas últimas duas semanas. A medida é necessária para fazer frente à necessidade de internação de pacientes com a doença. A taxa de ocupação de leitos, nesta quinta-feira (18/02), é de 92% para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e de 76% para leitos clínicos. Além disso, havia 260 pessoas na fila aguardando leitos para internação até o dia 16, segundo boletim da FVS.
Flexibilização
Em razão dessa taxa de ocupação de leitos ainda elevada e para manter o movimento de queda de casos e óbitos, o Governo do Estado recomenda que a população permaneça adotando as medidas de prevenção, como distanciamento, uso de máscara e higienização das mãos.
A redução desses indicadores é fundamental para que novas medidas de flexibilização das atividades econômicas possam ser adotadas. Todas as decisões são tomadas pelo Comitê de Estadual de Enfrentamento da Covid-19, com base em dados da vigilância epidemiológica de da rede de assistência à saúde.