Domingo, 27 de Setembro de 2020
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Nem pandemia 'segura' amazonenses em casa, aponta estudo da Google

Informações coletadas a partir de dados de localização de dispositivos móveis apontam que idas a parques, praças, praias e marinas vem aumentando



rua_39225ED5-9BCC-4CE2-88DB-69A6FD5B8AAE.JPG Foto: Junio Matos
26/04/2020 às 18:13

Em meio à pandemia de Covid-19 que atinge o Estado, os amazonenses aumentaram as saídas de casa para locais de recreação, terminais de ônibus e demais estações de transporte público. É o que mostra um estudo desenvolvido pelo Google, a partir de dados de localização dos dispositivos móveis, quando comparados os números divulgados nos dias 11 e 17 de abril.

Na edição do Community Mobility Reports publicada em 11 de abril, o Amazonas apresentava uma queda de 63% nas idas a parques, praças, praias e marinas em comparação com o período entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro (linha-base do estudo). Já na versão divulgada em 17 de abril a redução era de 53%, mostrando que as saídas de casa para esses destinos aumentaram 10% durante a semana.



A circulação para restaurantes e cafés cresceu 7% entre 11 e 17 de abril, com a queda nesse tipo de deslocamento descendo de 63% para 56% no Amazonas. No mesmo período em que as saídas de casa aumentaram, o Amazonas registrou 759 novos casos confirmados de Covid-19, saltando de 1.050, no dia 11, para 1.809 no dia 17. Neste domingo (26), o Estado já tinha 3.833 casos da doença.

A alta de deslocamentos do Amazonas acompanha tendência nacional, mas é superior à média do país. No Brasil, as idas a restaurantes aumentaram 4%, contra 7% do Estado. Já as saídas para parques e praias subiram, em média, 9% no país, contra 10% no Amazonas.

Entre os tipos de deslocamentos especificados no estudo do Google, a ida para farmácias e supermercados foi a que registrou a menor queda no Amazonas desde o início da pandemia. Em 11 de abril, a redução nesses trajetos era de 19%, passando para 16% em 17 de abril. Ou seja, as idas para comércios essenciais subiram 3% no estado durante a semana.

O aumento da circulação com destino a supermercados e farmácias no Amazonas vai na contramão da média nacional. Enquanto na primeira versão do estudo a queda desse tipo de deslocamento tinha sido de 5% no país, na mais recente, ela passou a ser de 11%. No Rio de Janeiro, estado com a segunda maior quantidade de casos de Covid-19, por exemplo, a redução foi de 10% para 14%. Já em Sergipe, segundo estado com menos infectados, a redução de deslocamentos a comércios essenciais foi ainda maior, indo de 14% para 22%.

Transporte público

No Amazonas, os deslocamentos para terminais de ônibus, rodoviárias e demais estações de transporte público também aumentaram 7% na semana analisada. Em 11 de abril, o Google apontava que esse tipo de saída de casa havia caído pela metade (50%) durante a pandemia. Já no dia 17, a redução estava em 43%.

O transporte público pode ser uma peça-chave para se entender o avanço do Coronavírus no Brasil. Isso porque, segundo a versão de 11 de abril do estudo realizado pelo Google, estados com menos casos de Covid-19 no país registravam grandes quedas do deslocamento de pessoas para terminais de ônibus e estações de transporte coletivo.

Em 11 de abril, o Piauí, que tem 12 vezes menos casos que o Amazonas, registrava uma queda de 80% nos deslocamentos para pontos de transporte público. Na versão mais atual do estudo, no entanto, essa baixa havia caído para 77%, seguindo a leve tendência nacional (aumento de 1% nas saídas para estações de transporte coletivo).

Segundo o Google, o relatório foi preparado para ajudar as pessoas e as autoridades de saúde pública a entender as respostas às questões sociais e à orientação de distanciamento relacionada ao Covid-19.

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Jornalista de A CRÍTICA

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