Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2021
COVID-19

Pandemia acelerada: Amazonas deve chegar a cinco mil mortes daqui a um mês

Estado viu a tendência de baixa se reverter para crescimento nos dois meses; Manaus apresenta crescimento em casos, internações e óbitos e pode chegar a três mil vítimas fatais daqui a 10 dias



WhatsApp_Image_2020-10-15_at_17.41.48__2__EE5EC040-DE9F-410D-9FCF-60329151A872.jpeg (Foto: Junio Matos)
03/11/2020 às 07:22

O Amazonas está a um mês de chegar à triste marca de 5 mil mortos por coronavírus. O cálculo, feito pelo professor PhD Henrique Pereira, coordenador do Atlas ODS Amazonas, da Universidade Federal do Amazonas, é feito com base na velocidade atual de mortes no Estado. 

Atualmente, o Amazonas possui 4565 mortes, conforme os dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. Apesar de, costumeiramente, os números de fins de semana e feriados ficarem abaixo dos dias normais, o Estado teve números relativamente altos nos últimos três dias: foram quinze óbitos no sábado, doze no domingo e mais dez nesta segunda-feira - computando as mortes ocorridas no dia corrente e as que tiveram a causa do óbito  confirmada nestes dias.



Caso o cálculo se confirme, o Estado levaria um intervalo de 70 dias para atingir mil novas mortes - um intervalo menor do que entre os óbitos de número três mil e quatro mil, cujo intervalo foi de 77 dias. O menor período entre mil mortes foi de 19 dias, entre 10 de maio e 29 de maio, com o Estado saltando de mil para duas mil mortes.

A análise do cômputo geral do Estado depende dos dados dos municípios do interior, visto que eles apresentavam comportamento diferenciado. Entre os grupos que seguem com tendência de alta tanto em número de casos quanto em número de mortes nos dois úlltimos meses, estão Maués, Itacoatiara e Careiro, segundo análise do Atlas ODS Amazonas.  "Nesses municípios houve crescimento sucessivo na comparação mês atual/mês anterior, indicando uma tendência de aceleração continuada da pandemia", explicou o professor Henrique Pereira.

A tendência de aceleração continuada também é vista em Manaus. Com 2.902 óbitos confirmados na cidade, se não houver alteração na velocidade de mortes, a tendência é que Manaus chegue aos três mil casos em 13 de novembro  - 107 dias depois de chegar à morte de número 2000, ocorrida em 29 de julho.

O crescimento dos óbitos na capital é efeito da maior quantidade de internações, que pôde ser verificada de maneira substancial a partir de 14 de outubro, segundo o  Atlas ODS, e que seguiu nas duas semanas seguintes (gráfico acima). "O número de mortes acumuladas em uma determinada semana corresponde ao numero de internações ocorridas nas duas semanas anteriores. Com isso podemos estimar o que poderá vir a acontecer com a curva de óbitos em Manaus", destacou o coordenador do projeto.

Comparando o mês de agosto a relação a julho em Manaus, os casos, internações e óbitos estavam em baixa. Nos meses seguintes - setembro em comparação a agosto, e outubro comparado a setembro - todos os indicadores tiveram uma variação positiva, ou seja, cresceram, como pode ser visto no gráfico acima. "Então está claro que há uma tendência firme (duradoura) de aceleração da pandemia em Manaus".  

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Jornalista de A CRÍTICA
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